
Entrada social do Palmeiras no Estádio Palestra Itália (Foto: Instagram)
Na quarta-feira (1º), um sócio de 74 anos da Sociedade Esportiva Palmeiras foi suspenso preventivamente após se tornar alvo de investigação por suposto abuso sexual contra uma menina de 4 anos nas dependências do clube em São Paulo. A ocorrência foi registrada pela polícia como estupro de vulnerável. A menina passou por exame pericial e recebeu atendimento especializado enquanto o clube anunciava a suspensão do associado até o desfecho do inquérito.
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De acordo com o portal g1, a denúncia partiu da mãe, que percebeu mudança no comportamento da filha e procurou as autoridades. A mulher estava acompanhando os filhos no clube quando perdeu a menina de vista por alguns minutos. Pouco depois, a criança retornou vinda na direção dos vestiários masculinos e afirmou ter ido ao banheiro dos rapazes. Quando questionada, ela disse que aquilo era "um segredo", o que levou a mãe a conduzi-la a um local reservado para buscar mais informações.
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Após o relato, funcionários do Palmeiras informaram que as câmeras de segurança registraram a entrada da criança na área dos vestiários masculinos. Segundo o clube, as imagens mostram a menina permanecendo no local por cerca de 15 segundos antes de sair. O material deverá ser periciado e integrado aos autos para auxiliar no esclarecimento dos fatos.
Já em casa, a mãe notou durante o banho alterações na região íntima da filha, o que aumentou sua preocupação. Em seguida, ela conversou novamente com a criança, acionou familiares e formalizou a queixa na delegacia. Segundo o boletim de ocorrência, a menina disse que o homem investigado a levou ao banheiro e tocou em suas partes íntimas. Em razão da vítima ser menor, as autoridades aplicam protocolos especiais para a coleta de depoimentos e preservação da criança.
Em nota, o Palmeiras afirmou que a presidente Leila Pereira determinou a suspensão imediata e preventiva do associado investigado. A diretoria ressaltou que está colaborando integralmente com as polícias Civil e Judiciário para auxiliar nos procedimentos e garantir rapidez nas apurações.
A criança foi submetida a exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal e recebeu acompanhamento de psicólogos e assistentes sociais. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que a mãe prestou depoimento na 4ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e que o caso foi posteriormente remetido à 3ª DDM, responsável pela área em que os fatos teriam ocorrido. As investigações seguem em curso para detalhar as circunstâncias do ocorrido e apurar eventual responsabilidade criminal do suspeito.








