
Imagem ilustrativa de jovem em situação de medo e isolamento após resgate em Aparecida de Goiânia (Foto: Instagram)
Na última segunda-feira (08), em Aparecida de Goiânia (GO), agentes da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) cumpriram um mandado de prisão em flagrante contra uma mulher de 46 anos suspeita de manter o sobrinho de 15 anos em situação de escravidão sexual. A ação foi desencadeada após uma denúncia formal apresentada pelo Conselho Tutelar da Região Central, que apontou indícios de abuso e privação de liberdade contra o adolescente.
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Segundo o depoimento prestado pelo jovem à Polícia Civil, os episódios de agressão e exploração sexual aconteciam de forma recorrente e já se estendiam por cerca de dois anos. Durante as investigações, os policiais confirmaram que a vítima permanecia isolada, sem contato com amigos e sem sequer poder conversar com a própria mãe.
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Quando a equipe da DPCA chegou à residência onde o adolescente estava, ele confirmou todas as denúncias, detalhando a rotina de maus-tratos. O relato oficial, registrado em cartório, descreveu o ambiente de medo e a coerção imposta pela suspeita, que utilizava a proximidade familiar para manter o controle absoluto sobre o menor.
De acordo com o menor, ele era impedido de sair de casa, de receber visitas e até de falar ao telefone ou por contatos digitais. A mulher exigia que o sobrinho praticasse atos sexuais com ela de forma contínua, sem oferecer qualquer suporte emocional ou permitir que ele buscasse ajuda em seu círculo social ou familiar.
Diante dos fatos comprovados pelo depoimento e pela investigação, a suspeita foi autuada em flagrante pelo crime de estupro de vulnerável. Até o momento, as autoridades não divulgaram o nome da acusada, seguindo protocolos de proteção à identidade da vítima e do processo legal em curso.
A Polícia Civil de Goiás segue com as diligências para aprofundar o inquérito e identificar possíveis conivências ou outras vítimas. O Conselho Tutelar reforçou que continuará acompanhando o caso, oferecendo suporte psicológico e social ao adolescente, enquanto a Justiça avalia medidas protetivas e a responsabilização criminal da suspeita.








