
Bombeiros resgatam menino de 3 anos preso a sofá após aplicar supercola (Foto: Instagram)
Um garoto de 3 anos demandou o resgate do Corpo de Bombeiros em Betim (MG) depois de espalhar supercola sobre o próprio corpo e ficar preso a um sofá. Para libertá-lo sem causar ferimentos, a equipe recorreu a acetona, água morna e até linha de pesca em um trabalho minucioso. O episódio ressalta a frequência elevada de acidentes domésticos envolvendo crianças no Brasil.
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O incidente ocorreu na quarta-feira (10), em uma residência da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, o menino teve acesso a um frasco de cola instantânea e aplicou o produto na perna esquerda. A substância aderiu rapidamente ao tecido do sofá, ao vestuário e à pele, impedindo qualquer movimento.
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Ao chegar ao local, os bombeiros encontraram o menino com a perna dobrada e completamente presa ao estofado. A tampa da embalagem de supercola também estava colada à mão esquerda, que apresentava grandes áreas de resíduo seco na pele.
Diante da delicadeza do quadro, a corporação adotou um procedimento cuidadoso. Aplicaram acetona e mantiveram a mão da criança submersa em água morna para amolecer o adesivo. Em seguida, utilizaram linha de pesca para descolar as superfícies unidas pela cola, cortando trechos do tecido do sofá quando necessário.
Após desprender o menino do móvel, os bombeiros perceberam que a calça também continuava aderida à pele da perna esquerda, restringindo seus movimentos. Novas aplicações de acetona e água morna permitiram dissolver o produto aos poucos, possibilitando a remoção gradual do tecido sem causar ferimentos. A tampa foi retirada por último.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, toda a operação foi concluída sem intercorrências e a criança não sofreu lesões graves. O caso reforça a preocupação com o uso de produtos químicos em ambientes domésticos.
Levantamentos apontam que mais de 300 crianças e adolescentes são hospitalizados por dia no Brasil devido a acidentes em casa. As quedas representam cerca de 44% dessas internações, seguidas por queimaduras (19%), intoxicações por medicamentos e produtos de limpeza, afogamentos e sufocações. Anualmente, aproximadamente 8 mil jovens morrem em incidentes domésticos.








