
Da era de ouro de 1970 ao legado vivo: Brito, tricampeão mundial (Foto: Instagram)
Hércules Brito Ruas, o Brito, ex-zagueiro da Seleção Brasileira tricampeã mundial, faleceu aos 86 anos na quinta-feira, 11 de fevereiro, no Rio de Janeiro. A família confirmou a notícia por meio de uma publicação nas redes sociais, sem detalhar o local exato do falecimento. Reconhecido por sua força e liderança em campo, Brito permaneceu vivo na memória dos torcedores como um dos principais defensores da era de ouro do futebol brasileiro.
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O ex-jogador estava internado há mais de uma semana para tratar de uma pneumonia. Nos últimos dias, parentes informaram que ele enfrentava também uma infecção provocada por uma bactéria resistente, o que agravou seu quadro de saúde. Ainda não foram divulgados detalhes sobre velório e sepultamento, cujos procedimentos devem ser definidos pela família em breve.
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Brito integrou o elenco que garantiu o tricampeonato mundial ao Brasil na Copa de 1970, no México. Na decisão contra a Itália, no Estádio Azteca, foi titular na vitória por 4 a 1, consolidando o domínio brasileiro e entrando para a história do esporte. Sua performance sólida na defesa foi um dos pilares daquela equipe, considerada até hoje a melhor Seleção de todos os tempos.
Durante a carreira, o zagueiro vestiu camisas de grandes clubes como Vasco da Gama, Flamengo, Cruzeiro, Internacional, Corinthians, Botafogo e Athletico Paranaense. Com o Vasco, disputou 405 partidas e tornou-se ídolo. Além do Mundial de 1970, Brito conquistou o Torneio Rio-São Paulo de 1966, o Torneio Internacional de Paris e o Troféu Teresa Herrera, reforçando seu nome entre os maiores defensores do país.
O Vasco da Gama foi o primeiro a prestar homenagem, lamentando: “Com o mais profundo pesar, recebemos a notícia do falecimento de Brito, um dos maiores zagueiros da história do Vasco.” O Flamengo também se manifestou: “Descanse em paz, Tricampeão. Nossos sentimentos aos familiares e amigos.” Já o Botafogo destacou: “Lamentamos profundamente o falecimento do ex-zagueiro, que honrou as cores do Glorioso e a Seleção Brasileira.”
Reconhecido por sua marcação firme e eficiência defensiva, Brito deixa um legado de dedicação e profissionalismo. Sua passagem pela Seleção na conquista de 1970 continua a inspirar novas gerações. Curiosamente, sua morte ocorre no mesmo dia da abertura da Copa do Mundo de 2026, lembrando a trajetória de um dos protagonistas naquela conquista histórica que consolidou o Brasil como potência mundial no futebol.








