Personal trainer morre após tortura e uso forçado de insulina

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Personal trainer de 39 anos morre em MS após ataque violento em sua casa (Foto: Instagram)

O personal trainer Douglas Lenon Gonçalves Martins, de 39 anos, não resistiu aos graves ferimentos e faleceu na manhã desta quarta-feira (10). Ele estava internado há 15 dias em decorrência de um violento ataque que sofreu em sua residência em Campo Grande (MS) no dia 26 de maio. A vítima deu entrada na Santa Casa local em estado crítico após ter sido vítima de maus-tratos extremos durante a invasão.
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Conforme apurado pelo portal Campo Grande News, dois indivíduos teriam invadido o imóvel e, além de agredir Douglas fisicamente, o esfaquearam no abdômen. Durante a ação criminosa, os agressores também teriam administrado doses de insulina de forma forçada, prática que pode agravar ainda mais o quadro de uma vítima que não apresenta necessidade do hormônio.
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Após o ataque, equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas e prestaram os primeiros socorros, encaminhando Douglas por volta das 12h18 do mesmo dia para a Santa Casa de Campo Grande. Ele permaneceu em estado grave ao longo de 15 dias de internação, mas não sobreviveu aos ferimentos e seu óbito foi confirmado às 7h20 desta quarta-feira. A Polícia Civil mantém as investigações abertas e ainda não divulgou identificação ou prisões dos suspeitos.

Em 2021, Martin­s já havia sido vítima de outro episódio de grande repercussão. Naquela ocasião, ele foi baleado no rosto por um policial rodoviário federal após o agente encontrar sua então esposa em um motel de Campo Grande na companhia do personal trainer. Apesar do ferimento, Douglas conseguiu fugir do local e buscar ajuda médica.

Dois dias depois do atentado de 2021, o policial rodoviário foi encontrado morto em uma área de mata na região das Moreninhas. As apurações da Polícia Civil na época concluíram que o agente tirou a própria vida após o episódio envolvendo Douglas.

O uso inadequado de insulina pode provocar hipoglicemia grave, conforme alerta a Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD). Uma dose excessiva do hormônio pode levar a uma queda acentuada dos níveis de glicose no sangue, provocando desmaios, convulsões, coma e até óbito se não houver atendimento imediato.

A investigação da Polícia Civil agora busca determinar se as aplicações forçadas de insulina tiveram relação direta com o falecimento de Douglas. Peritos trabalham na conclusão dos laudos para esclarecer a dinâmica do crime e responsabilizar os envolvidos.