Funcionário do IML utiliza celular de homem morto para realizar Pix de R$ 7 mil

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Atendente do IML de Santos é preso por usar celular de cadáver para fraude (Foto: Instagram)

Um atendente do necrotério do Instituto Médico Legal (IML) de Santos, no litoral de São Paulo, foi preso preventivamente acusado de usar o celular de um motociclista já falecido para transferir R$ 7 mil para sua própria conta bancária, conforme apuração policial.

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A irregularidade veio à tona quando a viúva da vítima tentou encerrar a conta bancária do marido dias após o acidente. Ao analisar o extrato, ela identificou um Pix executado em horário posterior ao falecimento do motociclista e descobriu, por meio do nome do destinatário, que se tratava de um funcionário do IML. Em seguida, registrou boletim de ocorrência.

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O motociclista morreu em 15 de maio após perder o controle da moto e colidir com um poste na Avenida Mário Covas, em Santos. De acordo com o comprovante reunido pela investigação, o Pix foi realizado às 6h49, horas depois do registro oficial de óbito.

Mesmo após a denúncia, a viúva relata que o suspeito continuou lotado no IML. Ao retornar à unidade para solicitar um documento necessário ao inventário, ela afirma ter sido atendida pelo mesmo atendente, que teria usado outro nome durante o atendimento.

A família também apontou estranhezas na devolução do aparelho da vítima. Segundo a viúva, o celular chegou quebrado e sem as mensagens ou arquivos que existiam antes, o que levanta suspeita de manipulação indevida após a transferência bancária.

O investigado, identificado como Daniel Nathan Ribeiro Andrade, de 36 anos, foi preso em caráter preventivo no último dia 8. A Corregedoria da Polícia Civil apura crimes de peculato, furto, fraude eletrônica e destruição de vestígios probatórios.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que acompanha as diligências e reforçou que adota medidas administrativas e disciplinares sempre que constata irregularidades entre seus servidores.