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Pastor Sargento Isidório defende fim da escala 6×1 para ‘fazer sexo em paz’


Pastor Sargento Isidório defende jornada 5×2 na PEC 221/19 (Foto: Instagram)

O vice-líder do Avante, deputado Pastor Sargento Isidório (Avante-BA), tornou-se notícia ao defender a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19, que extingue a escala 6×1. Em seu discurso na Câmara, o parlamentar argumentou que a redução para 40 horas semanais daria aos trabalhadores tempo livre para “fazer sexo em paz” e “ter mais filhos”, beneficiando a saúde física e emocional das famílias.

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Durante a votação em dois turnos, a matéria recebeu 461 votos favoráveis e apenas 19 contrários, garantindo forte maioria na Casa. O requerimento de encerramento de discussão foi aprovado na noite desta quarta-feira (27), em sessão que mobilizou parlamentares e repercutiu rapidamente nas redes sociais, graças ao tom descontraído e, ao mesmo tempo, contundente do discurso de Isidório.

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Em seu pronunciamento, o deputado baiano ressaltou que a jornada atual, prevista na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), provoca estresse crônico e adoecimento, comprometendo a produtividade e a estabilidade doméstica. Segundo ele, a mudança para cinco dias de trabalho e dois de descanso semanais permite aos casais recuperar o equilíbrio e reforçar vínculos familiares.

“Trabalhador doente, além de não render, quebra a máquina. E nessa escala 5×2, além de melhorar a vida das famílias, os trabalhadores e trabalhadoras terão tempo, inclusive, para terem mais filhos, portanto, fazerem seu sexo em paz e com mais tranquilidade”, declarou Isidório no plenário.

O vice-líder do Avante também comparou a prática de seis dias consecutivos de labor a uma forma moderna de escravidão. “O Avante vota sim, porque nós não somos escravos. Trabalhadores e trabalhadoras não são escravos, são seres humanos, têm dignidade e são a alavanca do progresso de uma nação”, enfatizou o parlamentar.

O texto-base aprovado, elaborado pelo relator Léo Prates (Republicanos-BA), estabelece jornada máxima de oito horas diárias e 40 horas semanais, com duas folgas obrigatórias por semana e sem qualquer redução salarial. A PEC permite ainda escalas móveis e flexíveis para setores essenciais, desde que os dias de descanso sejam usufruídos dentro do mesmo mês.

A aprovação marcante representa um avanço na pauta social do governo Lula, que tem a proposta como prioridade trabalhista em 2026. Com o recesso parlamentar previsto para julho, em razão das eleições, a Câmara acelerou a votação para evitar entraves. Agora, o projeto segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal.

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