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Mulher é suspeita de encomendar morte do pai com auxílio do namorado após briga por cachorro


Suspeita de mandar matar o pai é presa e namorado segue foragido (Foto: Instagram)

Maria Clara dos Santos Barcelos foi detida sob suspeita de mandar matar o próprio pai, o comerciante Leonardo Martins Barcelos, em um crime registrado em março deste ano na comunidade de Senador Camará, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Civil, ela teria articulado o homicídio com o namorado, Gilberto Mendes Júnior, que segue foragido. A prisão da mulher foi cumprida nesta semana por agentes da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).

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As investigações apontam que o motivo do crime se iniciou em conflitos familiares relacionados a uma pequena construção nos fundos da casa da vítima. Maria Clara e o namorado planejavam se mudar para o espaço, o que gerou atritos com o pai e outros parentes. Além disso, a morte do cachorro da família, chamado “Pirata”, teria intensificado as desavenças em torno do terreno.

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Mensagens obtidas pela polícia revelaram que, dias antes do crime, Maria Clara afirmou a conhecidos que “só teria paz” após o assassinato do pai. Esses diálogos foram apreendidos em smartphones e analisados como parte das provas contra a suspeita. Segundo os investigadores, o teor das conversas demonstra clareza no planejamento e a motivação por vingança pessoal.

O homicídio ocorreu dentro da residência da família, quando Leonardo Martins Barcelos estava sozinho no imóvel. Na ocasião, a irmã caçula de Maria Clara, uma criança de apenas 8 anos, também estava na casa, mas não se feriu. A presença da menina no local reforça o grau de proximidade e de risco na execução do crime.

Imagens de câmeras de segurança coletadas pela DHC mostram Gilberto Mendes Júnior deixando o imóvel pouco antes dos disparos e retornando instantes depois. Nas imagens, ele aparenta carregar um objeto semelhante a uma arma de fogo. Esse material visual tem sido analisado pela equipe pericial para confirmar o calibre e a participação do suspeito.

Até o momento, Gilberto Mendes Júnior permanece foragido e é considerado procurado pelas autoridades. A Delegacia de Homicídios da Capital chegou a divulgar pedido de informações à população, oferecendo sigilo e recompensa por dados que levem à localização do segundo envolvido.

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os agentes da DHC recolheram diversos itens dentro da casa de Maria Clara, incluindo celulares, computadores e anotações manuscritas. Esses materiais passarão por perícia técnica para identificar detalhes do planejamento e possíveis cúmplices.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro segue investigando o caso para esclarecer todos os aspectos da execução e reunir provas que possam confirmar a responsabilidade de cada suspeito. As autoridades também trabalham para finalizar o inquérito e encaminhar o processo ao Ministério Público.

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