
MP-SP estuda suspender perfil de influenciadora por apologia ao crime (Foto: Instagram)
O Ministério Público de São Paulo avalia a possibilidade de solicitar a suspensão do perfil de Deolane Bezerra nas redes sociais, sob a suspeita de que suas postagens configurariam apologia ao crime. Com cerca de 22 milhões de seguidores no Instagram, a influenciadora exibe viagens internacionais, veículos de luxo, roupas de grife e uma rotina de ostentação que, segundo as autoridades, pode servir como instrumento de glorificação indireta de condutas ilícitas.
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Conforme apurado pelo portal NaTelinha, investigadores entendem que manter a conta ativa poderia reforçar a imagem de ascensão financeira obtida por meios criminosos, especialmente diante das suspeitas de ligações de Deolane com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). A partir dessa associação, avalia-se que o conteúdo divulgado contribua para projetar uma narrativa de sucesso baseada em práticas ilegais.
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A influenciadora está presa preventivamente desde o dia 21 de maio, após operação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo em um condomínio de luxo em Barueri, na Grande São Paulo. Desde o início do mandado de prisão, as autoridades têm aprofundado as investigações para cruzar dados de publicações e rastrear eventuais financiamentos ilícitos vinculados ao suposto grupo criminoso.
Em carta tornada pública na conta da irmã Dayanne Bezerra, Deolane negou qualquer envolvimento em atividades ilegais e garantiu ser alvo de perseguição. No documento, ela associou sua detenção a um depósito de R$ 24,5 mil referente a honorários advocatícios, e não a movimentações suspeitas de caráter criminal, como indicam as apurações iniciais.
No mesmo texto, a influenciadora repudiou os rumores de vínculos com organizações criminosas e criticou a maneira como foi conduzida sua prisão. “Não sou e nunca fui bandida! Sou mãe, sou empresária, sou advogada. Uma nordestina que venceu na vida pelo próprio suor”, afirmou, destacando seu esforço profissional e sua trajetória.
Deolane também declarou que nunca foi chamada a prestar esclarecimentos ao longo dos anos de investigação e sugeriu que o fato de ser uma figura pública de grande influência teria motivado a ação judicial contra seu perfil. A defesa prepara recurso para contestar não apenas a prisão preventiva, mas também qualquer medida de suspensão de sua conta social.
Até o momento, o Ministério Público de São Paulo não divulgou prazo para formalizar o pedido de suspensão junto ao Poder Judiciário. Especialistas em direito digital acompanham o desenrolar do caso, que pode criar precedente para futuras decisões sobre apologia ao crime em redes sociais.
