Lote de azeite extravirgem San Paolo é desclassificado por mistura irregular de óleos vegetais

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Mapa desclassifica lote adulterado de azeite San Paolo (Foto: Instagram)

Em 26 de maio de 2026, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou um alerta de risco à saúde pública em relação a um lote de azeite de oliva extravirgem da marca San Paolo. Segundo nota oficial do órgão, o lote 260289 foi “desclassificado e considerado impróprio para consumo humano” após verificação de irregularidades em sua composição. A medida visa proteger o consumidor e evitar a circulação de produtos que não atendam aos padrões de pureza, acidez e qualidade sensorial estabelecidos pelas normas brasileiras. O Mapa ressalta que tal desclassificação segue critérios técnicos definidos em legislação específica para azeites.

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A ação de fiscalização foi conduzida pela Superintendência Federal de Agricultura em São Paulo (SFA-SP), em parceria com o Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal, com sede em Araraquara. As equipes seguiram protocolos de amostragem padronizados pela Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), coletando amostras representativas do lote 260289. Os materiais foram submetidos a testes físicos, químicos e sensoriais em laboratório acreditado, segundo procedimentos determinados pela legislação nacional. As análises evidenciaram a presença de óleos vegetais não indicados no rótulo, sinal claro de adulteração e desrespeito às normas vigentes.

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Os resultados dos exames laboratoriais apontaram a mistura de óleos vegetais de origem diversa ao azeite San Paolo, caracterizando fraude. De acordo com a legislação sanitária, o azeite de oliva extravirgem deve ser composto exclusivamente de suco de azeitona, sem adição de outros óleos, a fim de garantir suas propriedades nutricionais, organolépticas e benefícios à saúde. Em face da constatação, a fiscalização do Mapa determinou a apreensão imediata de todas as unidades do lote 260289 em estabelecimentos comerciais, assim como exigiu o recolhimento integral dos produtos disponíveis no mercado.

Durante a investigação realizada pela SDA, também foram encontradas discrepâncias nas informações prestadas pela empresa responsável pela importação e comercialização do azeite. O endereço empresarial indicado nos rótulos e os dados do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) declarados nos documentos fiscais não puderam ser confirmados junto aos órgãos competentes. Essa falta de coerência documental compromete a rastreabilidade do produto e agrava o risco sanitário, já que dificulta a identificação de responsáveis pela eventual irregularidade.

Diante desse cenário, o Ministério da Agricultura orienta que os consumidores que adquiriram qualquer unidade do lote 260289 suspendam imediatamente o uso do produto e procedam à devolução junto ao estabelecimento onde foi realizada a compra. Em troca, devem solicitar a substituição por outro azeite de oliva extravirgem devidamente autorizado pelo Mapa. Para mais informações e esclarecimentos, o público pode consultar o site oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária ou entrar em contato com os canais de atendimento ao consumidor mantidos pelo órgão. Essas medidas visam assegurar a saúde e o bem-estar da população.