Gerson Palermo, líder do PCC preso após seis anos foragido e condenado a mais de 100 anos

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Gerson Palermo, conhecido como “Pigmeu”, após prisão em Cotoca (Bolívia) em ação conjunta da Polícia Federal e forças bolivianas. (Foto: Instagram)

O traficante Gerson Palermo, conhecido como “Pigmeu” e apontado como um dos principais líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi detido em 26 de maio de 2026 na Bolívia. Condenado a mais de 126 anos de prisão, ele estava foragido desde 2020, quando rompeu tornozeleira eletrônica e fugiu do sistema prisional brasileiro. As autoridades consideravam Pigmeu um dos criminosos de maior periculosidade do país.

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A captura ocorreu graças a uma ação conjunta da Polícia Federal e de policiais bolivianos. Palermo foi localizado em Cotoca, município na região de Santa Cruz de la Sierra, onde vivia escondido há anos longe do alcance da Justiça brasileira, mantendo contato restrito apenas com seus comparsas.

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Entre as acusações contra Gerson Palermo está o sequestro de um avião da antiga Vasp, em agosto de 2000. A aeronave, que partiu de Foz do Iguaçu com destino a Curitiba, foi interceptada cerca de 20 minutos depois da decolagem. Os criminosos desviaram o voo para o interior do Paraná e subtraíram malotes do Banco do Brasil contendo cerca de R$ 5,5 milhões, crime que resultou em uma pena superior a 66 anos.

Além do sequestro aéreo, Palermo liderava um esquema internacional de tráfico de drogas. Em 2017, ele foi preso na Operação All In, deflagrada pela Polícia Federal para desarticular o transporte de cocaína da Bolívia para o Brasil por meio de pequenas aeronaves. Na ocasião, apreensões de materiais e interceptações por satélite foram fundamentais para o sucesso da operação.

Apesar dos longos antecedentes criminais, em 2020 Gerson Palermo obteve prisão domiciliar por decisão do desembargador Divoncir Schreiner Maran, que alegou problemas de saúde. Poucas horas depois de sair de um presídio federal de segurança máxima, ele rompeu a tornozeleira eletrônica e desapareceu, fato que provocou grande repercussão e levou o magistrado à aposentadoria compulsória após investigação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A Polícia Federal ainda investiga suspeitas de irregularidades no habeas corpus concedido a Palermo, apontando possíveis conluios e falhas no procedimento. O desembargador Divoncir Schreiner Maran nega qualquer tipo de ilegalidade ou favorecimento no habeas corpus que possibilitou a liberdade do traficante.

Após a detenção em solo boliviano, Gerson Palermo foi encaminhado para uma unidade da Interpol na Bolívia. A expectativa das autoridades brasileiras é que o líder do PCC seja extraditado nos próximos dias para cumprir o restante de sua pena no Brasil, encerrando um ciclo de seis anos de fuga e intensa caçada internacional.