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Flávio Bolsonaro diz ter pedido a Trump classificar PCC e CV como organizações terroristas


Flávio Bolsonaro e Donald Trump no Salão Oval da Casa Branca durante reunião sobre segurança e combate ao crime organizado. (Foto: Instagram)

Na terça-feira (26), o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro afirmou que solicitou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a classificação das facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. A declaração foi feita após encontro na Casa Branca, em Washington, onde ele destacou a gravidade das ações desses grupos no Brasil e defendeu uma resposta rápida dos EUA para conter seu financiamento e atuação internacional.

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Segundo Flávio, durante a entrevista coletiva foram abordados temas como segurança pública, tarifas de importação, exploração de terras raras e liberdade de expressão nas redes sociais. “Pedi enfaticamente ao presidente Trump que designe o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras”, afirmou. Ainda de acordo com o senador, Trump declarou que analisará o pedido e retornará com uma posição oficial assim que possível.

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O governo de Luiz Inácio Lula da Silva, por sua vez, se posiciona contra a classificação de facções brasileiras como terroristas, argumentando que a medida poderia abrir precedentes para intervenções externas em território nacional. Em comunicado, o Palácio do Planalto ressaltou que a legislação brasileira já prevê sanções rigorosas para organizações criminosas, tornando desnecessária a aplicação da lei antiterrorismo para lidar com esses grupos.

A viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos começou na segunda-feira (25) e contou com a articulação do deputado federal Eduardo Bolsonaro junto ao núcleo ideológico do governo Trump. Além dos irmãos Bolsonaro, o jornalista Paulo Figueiredo integrou a comitiva. Segundo o senador, ele permaneceu cerca de uma hora e meia na Casa Branca, momento em que destacou as diferenças entre uma eventual gestão sua, de perfil conservador, e o governo petista em exercício.

O encontro ocorreu em um momento de desgaste político na pré-campanha de Flávio, após a repercussão do caso envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e o filme “Dark Horse”. Dados do levantamento Datafolha mostram que as intenções de voto do senador caíram de 35% para 31% em simulações de primeiro turno, enquanto o ex-presidente Lula subiu de 38% para 40%.

No cenário de segundo turno, divulgado pelo mesmo instituto, Lula aparece com 47% das preferências contra 43% de Flávio Bolsonaro. À espera de uma resposta norte-americana, o pré-candidato do PL intensifica sua agenda de segurança como principal pilar de campanha.

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