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Defesa de Marcola diz que líder do PCC desconhece Deolane após Operação Vérnix


Marcola nega ligações e declara-se “surpreso e indignado” com desdobramentos da Operação Vérnix (Foto: Instagram)

O chefe do PCC, Marco Willians Herbas Camacho, mais conhecido como Marcola, manifestou-se “surpreso e indignado” com os desdobramentos da Operação Vérnix, deflagrada no último dia 25 pelo Ministério Público e pela Polícia Civil de São Paulo. A declaração foi divulgada pelo advogado Bruno Ferullo após visita à Penitenciária Federal de Brasília, onde Marcola cumpre pena. Segundo Ferullo, o líder da facção tomou conhecimento das suspeitas de lavagem de dinheiro que teriam envolvido parentes e uma influenciadora digital.

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Na ocasião, a defesa informou que Marcola negou qualquer relação prévia com a influenciadora Deolane Bezerra e com outro investigado, identificado como Everton. Ele assegurou que seu único vínculo familiar se restringe aos sobrinhos Leonardo e Paloma, além do irmão Alejandro, cujo nome apareceu no inquérito. Segundo Ferullo, o detento enfatizou que desconhece totalmente os demais envolvidos apontados pelas autoridades e não manteve contato ou negociação com eles.

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Ainda segundo o advogado, Marcola rejeitou as acusações de participação no esquema que utilizaria uma transportadora em São Paulo para lavagem de dinheiro do PCC. O líder do crime organizado declarou não ter sido, em nenhuma circunstância, sócio ou proprietário da empresa, nem direta nem indiretamente. Além disso, o criminalista afirmou que o cliente contestou a atribuição do apelido “Narigudo”, ressaltando que nunca foi conhecido dessa forma em nenhum dos registros oficiais.

A Operação Vérnix apura um suposto mecanismo de lavagem de capitais por meio da transportadora, com movimentações financeiras atípicas e repasses mensais atribuídos à influenciadora. As investigações se baseiam em conversas extraídas de aparelhos celulares de investigados, além de análise detalhada de extratos bancários e registros de transações. As autoridades acreditam que a empresa servia como fachada para transferir recursos do crime organizado, dificultando o rastreamento dos valores.

A defesa também destacou condições rigorosas de cumprimento de pena impostas a Marcola desde 2019, quando foi transferido para o sistema federal de segurança máxima. Conforme Ferullo, ele permanece incomunicável, sem acesso a rádio, televisão ou veículos de imprensa, e sofre rígido controle de rotina, incluindo horários limitados para banho de sol e proibição de correspondência com outros detentos.

Até o momento, a Operação Vérnix está em curso, com novas diligências sendo realizadas em diferentes estados, mas sem divulgação de prisões adicionais, bloqueios de bens ou pedidos formais de novas medidas cautelares. O Ministério Público e a Polícia Civil de São Paulo mantêm o sigilo sobre detalhes do inquérito, que segue apurando possíveis ligações financeiras entre integrantes do PCC, familiares de Marcola e pessoas do meio artístico e digital.

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