
Juliana Silva Xavier em foto recente (Foto: Instagram)
Juliana Silva Xavier, de 39 anos, gerente comercial e moradora de Iguape, faleceu em 14 de maio após complicações decorrentes de uma cirurgia plástica realizada no Hospital Ruben Berta, em São Paulo. O bebê do casal, de apenas cinco meses, perdeu a mãe poucas horas depois do procedimento estético, e a Polícia Civil de São Paulo investiga o caso como morte suspeita.
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O marido de Juliana, Luís Antônio Castro Barros, de 42 anos, disse em entrevista ao g1 que o médico responsável garantiu que não havia risco, mesmo sendo apenas alguns meses após a cesariana. Ela descobriu a gravidez pouco antes de agendar a cirurgia em 2025 e, após o parto em dezembro, aguardou cerca de quatro meses para retornar à clínica. Durante as consultas, Luísa ainda reclamou da postura ríspida do profissional, mas decidiu prosseguir com a operação.
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De acordo com o boletim de ocorrência, Juliana foi submetida ao procedimento no dia 11 de maio e, poucas horas depois, apresentou agravamento no quadro clínico. Ela foi rapidamente transferida para o Hospital Alvorada Moema, mas não resistiu e morreu três dias após a operação. O laudo inicial cita “tromboembolia pulmonar devido a um agente biodinâmico” como causa provável, termo técnico que indica obstrução das artérias pulmonares.
O caso foi registrado no 96º Distrito Policial de Santo Amaro como “morte súbita, sem causa determinante aparente” e segue em investigação. A equipe da Polícia Civil busca apurar se a complicação teve relação com algum fator de saúde pré-existente, falha no procedimento ou conduta médica inadequada. O corpo da paciente foi encaminhado ao Instituto Médico Legal para realização de exames que deverão confirmar oficialmente as circunstâncias do óbito.
Em nota, o advogado do cirurgião afirmou que a operação transcorreu “dentro da normalidade esperada” e que o que se seguiu foi uma intercorrência grave e imprevisível. Segundo a defesa, todo o suporte necessário foi oferecido a Juliana, incluindo a transferência imediata e o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar, garantindo atendimento integral.
Abalado com a perda, Luís Antônio diz que agora terá de assumir sozinho os cuidados do filho de cinco meses. Ele destacou que Juliana era uma mãe dedicada, esposa parceira e amiga leal, apaixonada por práticas de saúde e bem-estar. Para ele, a companheira teve papel fundamental em sua vida, principalmente nos momentos mais delicados, como quando enfrentou problemas de saúde recentemente.
