
Ex-piloto Pedro Turra em foto de arquivo (esq.) e durante audiência em Águas Claras (dir.) (Foto: Instagram)
A Justiça do Distrito Federal realizou na segunda-feira (25) a audiência de instrução do processo que investiga a morte do adolescente Rodrigo Castanheira. O ex-piloto Pedro Turra é apontado como o principal réu no caso. A sessão teve início às 9h na 1ª Vara Criminal e do Tribunal do Júri de Águas Claras, considerada uma das etapas mais determinantes para o desdobramento do processo. Familiares e apoiadores da vítima acompanharam o início dos depoimentos em busca de respostas.
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Durante a tramitação, ao menos nove testemunhas, além de dois parentes de Rodrigo, foram convocados para depor. Ao final da sessão, também será a vez de Pedro Turra prestar esclarecimentos ao magistrado. Na chegada ao fórum, o ex-piloto foi recebido por familiares que erguiam cartazes e gritavam “justiça” em protesto pacífico. O pai da vítima, Ricardo Castanheira, disse esperar que os depoimentos ajudem a reconstruir a sequência de fatos e resultem em condenação.
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Como Pedro Turra está respondendo por homicídio qualificado, o processo segue o rito do Tribunal do Júri. Após a fase de instrução, o juiz responsável avaliará se há provas suficientes para levar o réu a julgamento popular. Esse procedimento inclui a análise dos depoimentos, documentos e perícias, com o objetivo de garantir ampla defesa e contraditório antes da decisão de pronúncia.
Na audiência, o magistrado pode requisitar a apresentação de laudos periciais, imagens de câmeras de segurança, registros telefônicos e demais elementos reunidos pela investigação. Todos os materiais são submetidos à avaliação jurídica para verificar a consistência das provas e fundamentar o eventual envio do caso a júri. A instrução oral é considerada crucial para esclarecer pontos obscuros, como o local exato em que o delito teria ocorrido e a dinâmica do evento.
O advogado da família de Rodrigo, Albert Halex, afirmou que a expectativa é de que a instrução torne “a verdade ainda mais evidente” e convença o juiz da necessidade de pronúncia. Em contraponto, a defesa de Pedro Turra, liderada pelo advogado Paulo Suzano, ressaltou que o rumo do processo poderá sofrer alterações conforme o teor dos depoimentos. Suzano afirmou confiar na justificativa de que inexistem provas diretas suficientes para condenação.
Pedro Turra está preso preventivamente desde 30 de janeiro de 2026 no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal. De acordo com os autos, já foram negados ao menos sete pedidos de habeas corpus. A próxima fase dependerá da decisão do juiz sobre a pronúncia, quando se define se o caso será definitivamente levado a julgamento pelo Tribunal do Júri.







