Irmã de Deolane condena exposição vexatória após matéria do Fantástico sobre prisão

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Daniele Bezerra chora ao criticar exibição da prisão de Deolane nas redes (Foto: Instagram)

No domingo (24), Daniele Bezerra, irmã da advogada e influenciadora Deolane Bezerra, apareceu abalada e chorando nos stories do Instagram ao comentar a veiculação das imagens da prisão de sua irmã pelo Fantástico. A detenção ocorreu na madrugada de quinta-feira (21) durante a Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro.

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A ação foi deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil e mira suspeitas de irregularidades financeiras ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Deolane foi detida em sua casa e agentes apreenderam documentos, celulares e computadores que, segundo as autoridades, mostram movimentações atípicas.

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Em seu desabafo, Daniele criticou a forma como a ação policial foi transformada em entretenimento: “Invadir uma casa com fuzis para prender uma mulher dormindo e ainda transformar isso em entretenimento televisivo não é justiça. Nunca vai ser justiça.” Ela classificou a exibição como “exposição vexatória”.

A irmã da influenciadora também questionou o uso de armamento pesado na abordagem: “Armas de alto calibre para prender uma mulher de 1,60 m e 60 kg, que dormia com sua filha no quarto ao lado, e ainda ceder essas imagens para entretenimento televisivo, isso é normal?”, escreveu Daniele nas redes sociais.

O Fantástico mostrou o instante em que Deolane foi algemada em sua residência. Para o MP-SP e a Polícia Civil, ela teria atuado como elo financeiro do PCC, movimentando valores milionários por meio de empresas de fachada e fracionando depósitos para dificultar o rastreamento.

Laudos financeiros apontaram transações incompatíveis com a renda declarada da influenciadora. A Justiça bloqueou cerca de R$ 27 milhões em contas vinculadas a Deolane e mais de R$ 327 milhões em bens e ativos atribuídos ao grupo investigado. Parte dos recursos teria passado por uma transportadora em Presidente Venceslau, interior de São Paulo.

A investigação, segundo a Polícia Civil, surgiu após a apreensão de bilhetes em uma penitenciária paulista que detalhavam movimentações do PCC. Familiares e operadores financeiros do esquema também foram alvos de mandados de prisão e busca, incluindo integrantes da cúpula como Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.

Em audiência de custódia na sexta (22), Deolane afirmou que os R$ 24 mil apontados em relatório policial são honorários de advocacia referentes a processos de 2019 e 2020. A defesa nega qualquer ligação com organização criminosa e sustenta que suas empresas e contratos publicitários operam legalmente. A influenciadora segue detida no presídio feminino de Tupi, interior de São Paulo, enquanto as investigações prosseguem.