
Gabriel Ganley relata confusão mental após uso de insulina (Foto: Instagram)
Um vídeo do fisiculturista Gabriel Ganley relatando episódios de confusão mental após o uso de insulina voltou a circular nas redes sociais pouco antes de sua morte, registrada no sábado (23), em seu apartamento na Rua da Mooca, na Zona Leste de São Paulo (SP). A gravação, feita no início do mês, mostra o atleta comentando mal-estar e dificuldade de manter o foco visual, reacendendo discussões sobre os riscos do uso de hormônios sem supervisão.
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Na filmagem, Ganley descreve o momento em que teve de contar com a ajuda de amigos para se reerguer: “Eu sentei no sofá e começou a me dar confusão mental, muita confusão mental. Eu não conseguia focar meu olhar; eu ficava meio vesgo”, relatou. Segundo ele, o episódio surpreendeu até o próprio atleta, que só percebeu a gravidade ao ver os sintomas se intensificarem rapidamente.
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O fisiculturista afirmou ter utilizado insulina em busca de melhores resultados estéticos e lembrou que já havia vivenciado reações parecidas em aplicações anteriores. Ele comentou que, ao despertar, estava 700 gramas mais leve, apesar de ter ingerido grande quantidade de carboidratos, e atribuiu a queda repentina de peso ao hormônio, chegando a dizer que estava satisfeito com a melhoria do “shape”.
O corpo de Gabriel Ganley foi achado sem sinais de violência no imóvel onde morava. A Polícia Civil abriu investigação para apurar as circunstâncias da morte, e o laudo pericial deve sair nos próximos dias. Nas redes sociais, surgiram especulações de que uma hipoglicemia provocada pela insulina possa ter tido relação com o óbito, mas não há confirmação oficial acerca da causa exata.
No meio do fisiculturismo, a insulina é empregada clandestinamente por alguns atletas devido ao seu efeito anabólico, que facilita o transporte de glicose e nutrientes para as fibras musculares. Entretanto, especialistas em endocrinologia alertam que o uso sem orientação médica pode levar a quedas bruscas de açúcar no sangue, resultando em tremores, convulsões, desmaios e confusão mental, além de riscos fatais.
Profissionais de saúde reforçam que a automedicação e a falta de acompanhamento adequado são práticas especialmente perigosas. O caso de Gabriel Ganley destaca a necessidade de reforçar a conscientização sobre os efeitos adversos de substâncias proibidas e a importância de buscar acompanhamento clínico antes de adotar protocolos de treinamento mais intensos.
