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Agiota é levado ao “Tribunal do Crime” após empurrar idosa em Manaus

Idosa é presa suspeita de matar companheiro a golpes de facão em Cuiabá (Foto: Instagram)

Um homem acusado de agiotagem foi sequestrado e submetido ao chamado “tribunal do crime” depois de agredir uma idosa durante a cobrança de uma dívida em Manaus. O episódio ocorreu na quarta-feira (20) e viralizou após a divulgação de vídeos que mostram o instante da agressão e o sequestro do suspeito por integrantes de uma facção criminosa.
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De acordo com a página G5 News, o autor das agressões foi até a casa da vítima para exigir o pagamento de um empréstimo fora do sistema legal. No meio da discussão, ele empurrou a mulher, que acabou caindo no chão e sofrendo ferimentos leves. Revoltados com a violência contra a idosa, moradores acionaram indivíduos ligados a uma facção local.
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Os integrantes do grupo criminoso então sequestraram o suposto agiota e o levaram para um local de “julgamento”, onde ele foi acusado de extorsão e agiotagem. Nas imagens compartilhadas nas redes sociais, é possível ver o momento em que o homem sofre agressões físicas enquanto é confrontado pelos suspeitos. A prática, conhecida como “tribunal do crime”, é uma forma paralela de punição imposta por facções a quem infringe suas regras.

O episódio ganhou repercussão justamente quando a Polícia Civil do Amazonas deflagrou a operação “Covil do Mamon”, voltada a desarticular quadrilhas especializadas em empréstimos ilegais, extorsão e lavagem de dinheiro. A ação teve como alvo grupos que impõem juros abusivos e recorrem a violência para cobrar dívidas, incluindo sequestros e tortura.

Ao todo, a operação resultou na prisão de 20 pessoas, entre elas dois policiais militares identificados em Santa Catarina. Conforme investigações, o esquema movimentou aproximadamente R$ 24 milhões e contou com ramificações nos estados do Amazonas, Paraíba, Roraima e Santa Catarina. As prisões visaram líderes e operadores envolvidos em ameaças, cobrança violenta e até homicídios.

Além das detenções, foram cumpridos 31 mandados de busca e apreensão, e a Justiça autorizou o bloqueio de bens dos investigados, incluindo o confisco de 42 veículos e sete imóveis, além do bloqueio de contas bancárias. A Polícia Civil informa que o material apreendido segue em análise e não descarta a possibilidade de novas fases da operação para identificar outros integrantes do esquema.

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