
Neymar durante a execução do Hino Nacional com a Seleção Brasileira (Foto: Instagram)
A possível ausência de Neymar na Copa do Mundo de 2026 preocupa torcedores da Seleção Brasileira. O atacante do Santos está tratando um edema na panturrilha direita e, diante do rigoroso acompanhamento médico da CBF, seu futuro no torneio permanece em xeque às vésperas da convocação oficial. A situação reacende debates sobre como a equipe lidará sem o camisa 10 em campo, que já é um dos principais nomes do elenco verde e amarelo.
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Se realmente for cortado do Mundial, Neymar se juntará a um grupo seleto de atletas que por lesões ou contratempos físicos foram surpreendidos antes de embarcar para a Copa. Em 1998, Romário, então ídolo inconteste, sofreu uma contusão na panturrilha e ficou fora da França. Quatro anos depois, Emerson teve de ser vetado após uma luxação no ombro durante um rachão de preparação, abrindo caminho para o inédito pentacampeonato.
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Outros casos de peso também marcaram a trajetória da Seleção. Em 1982, Careca foi cortado às vésperas do Mundial da Espanha, enquanto em 1994 Ricardo Gomes teve a participação interrompida por um edema na coxa. Já em 2006, Edmílson, peça-chave no esquema tático, precisou se afastar após complicações físicas na preparação. Essas baixas, apesar da frustração inicial, não impediram o time de avançar nas competições, mas sem dúvida alteraram estratégias de treinadores como Telê Santana, Zagallo e Parreira, que tiveram de repensar formações e opções de banco às vésperas dos jogos decisivos.
Nem todos os desfalques ocorreram por motivos médicos. Em 1986, Renato Gaúcho foi excluído da delegação no México após um episódio de indisciplina na concentração. Em ato de solidariedade, o lateral Leandro, seu companheiro de Flamengo, renunciou espontaneamente à vaga que lhe fora oferecida, destacando o impacto de questões extracampo no desempenho do grupo. O caso de Renato motivou debates sobre disciplina e convivência, tornando-se exemplo de como o comportamento fora de campo pode influenciar diretamente na relação técnico-jogador.
No momento, a comissão técnica da Seleção acompanha diariamente o quadro clínico de Neymar, avaliando imagens, laudos e ajustes terapêuticos. Fontes internas indicam que o jogador já apresenta evolução no tratamento, mas os índices de recuperação ainda são avaliados com cautela para evitar riscos de recaída. A definição sobre a presença do camisa 10 na Copa deve ser anunciada somente após a partida decisiva pelo Santos e a última bateria de testes na comissão. Até lá, mantém-se a expectativa sobre o estado físico do principal articulador ofensivo brasileiro.
Historicamente, a preparação para um Mundial envolve riscos e surpresas, e as eventuais ausências costumam gerar adaptações de última hora. Para 2026, a CBF já elabora alternativas de reposição no ataque, caso seja necessário. À medida que se aproxima o torneio, o país aguarda uma resposta definitiva sobre Neymar, torcendo para que o craque retorne em condições ideais e mantenha a força do conjunto.
