
Estudante de Direito morre em acidente na BR-060 após pedir para namorado reduzir velocidade (Foto: Instagram)
A Polícia Civil de Goiás investiga as circunstâncias de um grave acidente na BR-060, em Alexânia, que vitimou a estudante de Direito Kimmberlly Gisele Pereira Rodrigues, de 21 anos. O namorado da jovem, Ivan Rodrigues Cardoso, foi preso temporariamente sob suspeita de feminicídio com dolo eventual. Pouco antes da colisão, a vítima gravou um vídeo pedindo insistentemente que o companheiro parasse o veículo, demonstrando medo da condução em alta velocidade.
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No vídeo recuperado dos investigadores, Kimmberlly aparece nervosa e implora para que Ivan desacelere e retorne para casa em segurança. A perícia aponta que, no km 25 da rodovia, o carro seguia a aproximadamente 134 km/h. Menos de dez minutos depois, já no km 29,6, o automóvel capotou, resultando na morte da estudante ainda no local, enquanto o namorado sobreviveu.
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A delegada responsável pelo caso revelou que há indícios de consumo de bebida alcoólica por parte de Ivan Rodrigues Cardoso e de uma crise de ciúmes que pode ter levado à direção imprudente. Conforme as investigações, o suspeito desconsiderou os apelos da namorada e, ao manter alta velocidade em trecho sinuoso, assumiu o risco de provocar o desfecho trágico.
Segundo depoimentos, horas antes do acidente, Ivan, Kimmberlly e mais três amigos passaram o dia em uma chácara, consumindo álcool, e depois seguiram para um bar em Alexânia até perto da meia-noite. Na saída, o suspeito comprou mais bebidas. Testemunhas afirmam que ele se incomodou ao ver homens conversando com a estudante, o que acabou gerando uma discussão.
Uma amiga do grupo, sóbria, ofereceu-se para dirigir o veículo, mas Ivan recusou. Outros passageiros sugeriram que Kimmberlly saísse do carro, mas ela preferiu permanecer ao lado do namorado. Desesperada, filmou o momento para registrar a imprudência da condução.
Em depoimento, o rapaz afirmou ter visto um vulto na pista, acreditando se tratar de um animal, e perdeu o controle ao tentar desviar. A defesa contestou a classificação precoce de feminicídio e ressaltou que o inquérito está em fase inicial, sem prova de dolo. Os advogados pedem cautela e respeito ao princípio da presunção de inocência.
Em nota, a defesa de Ivan lamenta o ocorrido e expressa solidariedade à família de Kimmberlly. Informa ainda que buscará medidas judiciais, como habeas corpus, para garantir os direitos do investigado. Reitera confiança na apuração técnica e espera que as provas esclareçam integralmente os fatos dentro dos parâmetros legais.







