
Fachada da Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, onde foi planejado o furto milionário. (Foto: Instagram)
A Polícia Civil de São Paulo confirmou a identificação do suposto mentor intelectual por trás do furto milionário ocorrido na Biblioteca Mário de Andrade, no centro da capital, em dezembro de 2025. As investigações apontam que Laessio Rodrigues de Oliveira teria planejado e coordenado a invasão ao prédio histórico, com o objetivo de desviar obras raras e documentos valiosos para o mercado clandestino de arte.
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Em uma ação realizada em 22 de maio de 2026, agentes cumpriram mandados de prisão e de busca e apreensão em endereços de São Paulo e do Rio de Janeiro. Três pessoas foram detidas sob suspeita de envolvimento direto no crime. Durante as diligências, foram apreendidos telefones celulares e quadros cujas procedências ainda serão verificadas por peritos.
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De acordo com o relatório da Corregedoria Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco), o grupo criminoso tinha funções bem definidas: execução do assalto, ocultação das peças e negociação dos objetos roubados. Laessio Rodrigues teria sido o principal articulador, cuidando tanto do planejamento quanto da distribuição posterior das obras no mercado ilegal.
Na noite da invasão, quatro homens armados renderam funcionários e frequentadores da instituição, obrigando-os a facilitar o acesso às salas de coleções especiais. Ao final, foram subtraídos 13 itens, entre gravuras da série “Jazz”, de Henri Matisse, diversos documentos históricos e obras assinadas por Cândido Portinari. O valor estimado do material ultrapassa a casa dos milhões de reais.
A polícia ressalta que Laessio Rodrigues já constava em inquéritos anteriores relacionados a desvios de peças de elevado valor histórico e artístico. Ele e outro investigado haviam sido alvos de operação da Polícia Federal no Rio de Janeiro em levantamento sobre furtos de acervos culturais.
O comando da operação coube à Cerco, vinculada ao Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap). Até o momento, a defesa dos presos não se pronunciou oficialmente. As autoridades afirmam que as investigações continuam, com novas diligências previstas para esclarecimento completo do esquema criminoso.







