
Detento em trabalho externo é contido por família de criança em Santa Cecília (Foto: Instagram)
Um vídeo que circula nas redes sociais exibe um detento em trabalho externo sendo agredido em Santa Cecília, no Meio-Oeste catarinense, após uma confusão envolvendo uma menina. As imagens mostram o momento em que o suspeito, que teria se aproximado da criança, é surpreendido pela reação da família. O incidente aconteceu no início de maio, mas ganhou grande repercussão somente nesta semana, quando os registros foram amplamente compartilhados pelos usuários.
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Nas cenas, o homem é arrastado por uma via pública pelo pai da menina, com apoio de moradores que acompanham a situação até a chegada das autoridades. Segundo relato da NDTV RECORD, familiares da vítima e populares conseguiram conter o detento assim que a criança pediu ajuda. A ação conjunta impediu que o homem fugisse e garantiu que as forças de segurança chegassem ao local pouco tempo depois.
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O homem cumpria pena por lesão corporal na Penitenciária de São Cristóvão do Sul e havia recebido autorização para trabalho externo como parte de um programa de ressocialização destinado a presos com bom comportamento. Segundo a autoridade prisional, o benefício inclui atividades em espaços públicos e instituições conveniadas. O caso segue sob investigação, com a apuração dos detalhes e a verificação de eventuais falhas no acompanhamento durante as saídas.
Daniela Amorim Silva, secretária adjunta da Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (SEJURI), informou que a Polícia Penal retirou imediatamente o detento das atividades externas e revogou o benefício. Ela destacou que, embora o preso tenha cumprido os critérios para participar do programa laboratorial, a conduta atribuída a ele é repudiada pela secretaria e coloca em discussão os princípios da política de ressocialização adotada em Santa Catarina.
O delegado Thiago Passos, responsável pelo inquérito instaurado pela Polícia Civil, explicou que a investigação busca esclarecer o que ocorreu antes, durante e depois da confusão. No depoimento inicial, a criança relatou que o detento apenas teria se aproximado e dito “oi”, o que a assustou. Sem acompanhar o diálogo, o pai da menina deixou o estabelecimento em que estava e, ao ver o suspeito, iniciou agressões antes de buscar outras explicações.
As autoridades afirmam que a apuração segue em andamento e envolve análise de novas imagens e testemunhos de moradores que presenciaram o episódio. Até o momento, não há confirmação oficial sobre as acusações iniciais de abuso. A Polícia Civil deve concluir os trabalhos em breve e pode indiciar o suspeito caso as provas corroborem a versão da vítima.







