
Jovem de 27 anos é assassinado a tijoladas em Pindamonhangaba após curtida em foto (Foto: Instagram)
Na noite de quarta-feira (20), um homem de 27 anos foi assassinado a tijoladas no Residencial Vista Alegre, em Pindamonhangaba, interior de São Paulo. Identificado como Alex Augusto de Oliveira da Silva, o rapaz sofreu ferimentos graves na cabeça e não resistiu. Equipes da Polícia Militar foram acionadas após denúncia de agressão na rua Vicente Moreira e, ao chegarem, encontraram a vítima caída, com a morte já constatada pelo Samu.
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De acordo com a Polícia Civil, a principal linha de investigação aponta que o crime foi motivado por uma curtida feita por Alex em uma foto publicada nas redes sociais pela irmã de um dos suspeitos. Após identificar a vítima, os agentes constataram que dois adolescentes, de 15 e 16 anos, participaram da briga e utilizaram um tijolo para ferir a cabeça de Alex. O caso está registrado como ato infracional análogo a homicídio.
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No momento do registro da ocorrência, uma equipe da Polícia Militar compareceu à delegacia conduzindo os adolescentes. Durante uma ameaça registrada em uma travessa próxima ao local do crime, moradores se reuniram e chegaram a tentar linchar os jovens, convencidos da culpa deles. A mãe de um dos suspeitos relatou a tensão no bairro. Graças à intervenção policial, o grupo foi disperso e os menores foram encaminhados para prestar depoimento.
Durante os depoimentos iniciais, um dos adolescentes admitiu ter desferido golpes com o tijolo contra a vítima, já o outro negou participação no ataque e permaneceu em silêncio diante dos policiais. As declarações foram registradas em sistema audiovisual, conforme determinações do Estatuto da Criança e do Adolescente. A autoridade policial analisa as contradições entre as versões para apurar o grau de envolvimento de cada menor no homicídio.
Peritos da Polícia Técnico-Científica estiveram no local, recolheram o tijolo que teria sido utilizado na agressão e ainda apreenderam o celular de Alex para perícia de mensagens e interações nas redes sociais. O material pericial, unido aos depoimentos de testemunhas, é fundamental para reconstruir toda a dinâmica do episódio. Policiais civis e técnicos trabalham em conjunto na coleta de provas e no exame detalhado de cada vestígio no local.
O caso segue em apuração pela Polícia Civil, que deve concluir em breve os laudos periciais e reunir depoimentos complementares. Em razão da idade dos suspeitos, o processo tramita na Vara da Infância e Juventude, sob regras do Ministério Público e do Estatuto da Criança e do Adolescente. Se confirmada a autoria, os adolescentes poderão cumprir medidas socioeducativas. A investigação também buscará esclarecer por que uma simples curtida desencadeou um homicídio tão violento.







