
Agentes da Polícia Civil do Espírito Santo durante diligências da Operação Herdeiro Indigno em Itarana. (Foto: Instagram)
A prisão de uma mulher suspeita de encomendar a morte do próprio pai no Espírito Santo, nesta terça-feira (19), causou surpresa nas autoridades. Segundo a Polícia Civil local, a filha do produtor rural Romero Herzog, de 61 anos, teria planejado o crime junto com o marido meses antes de executar o pai na localidade de Itarana, Região Serrana do estado. O caso envolve disputa por herança e seguro de vida.
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A apuração faz parte da Operação “Herdeiro Indigno”, deflagrada pela Polícia Civil do Espírito Santo. Além da filha da vítima, o genro também foi preso preventivamente. O suposto executor material, que já estava detido em outra investigação, foi apontado como responsável pelos disparos. A corporação afirma que autos e perícias coletados permitiram ligar os suspeitos ao planejamento e execução do crime.
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Romero Herzog foi assassinado entre as noites de 19 e 20 de julho de 2024, em Alto Bom Destino, zona rural de Itarana, na divisa com Itaguaçu. O corpo do produtor rural, com marcas de diversos tiros, foi encontrado na manhã seguinte por moradores da região. A polícia trabalha com a hipótese de que o benefício do seguro de vida e a divisão da herança motivaram o crime.
Ao longo das investigações, os agentes descobriram troca de mensagens de texto, chamadas telefônicas e movimentações financeiras suspeitas que indicam a articulação do casal. O delegado Renan Alves dos Santos ressaltou que os investigados chegaram a discutir o recebimento do seguro antes mesmo da morte de Herzog, o que reforça a premeditação do homicídio.
A Polícia Civil também apurou que o executor teria relação com uma facção criminosa alvo de operações anteriores no estado. Meses após o assassinato, foi registrado um roubo na residência do irmão da vítima, supostamente para intimidar parentes durante os conflitos envolvendo o processo de inventário de bens.
Na diligência da “Herdeiro Indigno”, os policiais apreenderam telefones celulares, documentos, uma arma registrada e levantaram impressões digitais no imóvel da família. As perícias realizadas nesses elementos consolidaram as provas contra o casal, confirmando a participação de ambos no planejamento e execução do assassinato.
Os dois permanecem custodiados no sistema prisional capixaba, à disposição da Justiça. A Polícia Civil assegurou que as investigações seguem em curso para desvendar todos os pormenores do caso e descobrir se outros envolvidos participaram da trama que culminou na morte de Romero Herzog.







