EUA passam a exigir que solicitantes de Green Card retornem ao país de origem

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EUA exigem retorno ao país de origem para solicitar Green Card (Foto: Instagram)

Na sexta-feira (22), a administração Trump anunciou uma alteração significativa no sistema migratório dos Estados Unidos que modifica o processo de obtenção do Green Card. Na nova diretriz, divulgada pelo USCIS (Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA), estrangeiros interessados em residência permanente precisarão voltar aos seus países de origem para submeter o pedido, por meio do chamado “processamento consular”. A medida deve afetar imigrantes em situação irregular, estudantes e trabalhadores estrangeiros patrocinados por empresas americanas.

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Conforme estabelecido, apenas aqueles que apresentarem “circunstâncias extraordinárias” terão autorização para pedir o Green Card sem deixar os EUA. Para todos os demais, será necessário agendar entrevistas e apresentar documentos em consulados americanos em suas nações de origem. Esse procedimento consular pode gerar demora, aumento de custos, perda de status legal e até impedir a volta ao país por longos períodos, dependendo da avaliação migratória.

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A mudança deve atingir, em especial, quem busca regularização por casamento com cidadãos americanos ou por meio de filhos maiores de 21 anos. Profissionais com vistos de trabalho e estudantes de instituições dos EUA também serão obrigados a seguir o novo trâmite. O USCIS informou ainda que realizará revisões mais detalhadas das redes sociais dos solicitantes e reforçará as regras da “public charge rule”, empregada para avaliar possíveis dependências de benefícios governamentais.

Advogados e organizações de apoio a imigrantes criticam a política, alertando para o risco de separação familiar e para a insegurança jurídica que pode resultar de longos processos consulares. Entidades como a HIAS, que assiste refugiados, destacam que vítimas de conflitos, tráfico de pessoas e perseguições políticas também estarão vulneráveis às mudanças.

De acordo com especialistas consultados pela imprensa americana, imigrantes sem status legal que deixarem os Estados Unidos para cumprir o novo procedimento podem enfrentar proibição de retorno por até toda a vida, dependendo de quanto tempo ficaram em situação irregular. Essa possibilidade tem gerado apreensão em diversas comunidades de imigrantes nos EUA.

Em comunicado, o porta-voz do USCIS, Zach Kahler, afirmou que o objetivo da medida é tornar o sistema mais eficiente, evitando que estrangeiros permaneçam em situação irregular após terem seus pedidos de residência negados. O governo também pretende direcionar recursos para áreas consideradas prioritárias, como processos de naturalização e assistência a vítimas de crimes. Ainda assim, advogados de imigração preveem que a nova regra será alvo de disputas judiciais nas próximas semanas.