
Deolane Bezerra na mira da Operação Vérnix após prisão preventiva e bloqueio de R$27 milhões (Foto: Instagram)
A defesa de Deolane Bezerra classificou como “desproporcional” a prisão preventiva decretada durante a Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro vinculado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Os advogados da influenciadora e advogada afirmam que ela é absolutamente inocente e prometem esclarecer todos os pontos apresentados pela investigação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil.
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O inquérito aponta que Deolane teria recebido valores da facção criminosa por meio de uma transportadora utilizada para ocultar e movimentar recursos ilícitos. Além da prisão, o Judiciário determinou o bloqueio de R$ 27 milhões em bens e ativos da influenciadora. A operação cumpriu seis mandados de prisão preventiva, bem como ordens de busca e apreensão em vários endereços ligados aos investigados.
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Em nota divulgada nesta quinta-feira (21), a equipe de defesa reforçou que todas as atividades exercidas por Deolane são lícitas e que a influenciadora colaborará integralmente com a Justiça. Os advogados ressaltaram a confiança no discernimento, na razoabilidade e na imparcialidade do Poder Judiciário, assegurando que os fatos serão esclarecidos no momento oportuno.
Entre os alvos da Operação Vérnix estão integrantes do alto escalão do PCC, como Marco Herbas Camacho (Marcola), apontado como líder da facção, seu irmão Alejandro Camacho e os sobrinhos Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho. Everton de Souza, conhecido como “Player” e acusado de operar financeiramente o grupo, também teve prisão preventiva decretada.
As investigações revelam que uma transportadora sediada em Presidente Venceslau, interior de São Paulo, foi usada para ocultar patrimônio e lavar dinheiro da facção. Segundo o MP-SP, Everton “Player” orientava a distribuição dos recursos e indicava contas bancárias para recebimento. Mensagens, relatórios financeiros e dados extraídos de celulares apreendidos teriam confirmado os vínculos entre o PCC, a empresa e contas relacionadas à influenciadora.
Os investigadores identificaram movimentações financeiras incompatíveis com a renda formal declarada por Deolane. Entre 2018 e 2021, ela teria recebido mais de R$ 1 milhão em depósitos fracionados, todos abaixo de R$ 10 mil — prática conhecida como “smurfing”. Quase 50 transações em empresas ligadas à influenciadora totalizaram cerca de R$ 716 mil, sem comprovação de origem lícita.
O inquérito teve início em 2019 após apreensão de bilhetes e manuscritos na Penitenciária II de Presidente Venceslau. Durante uma fase da apuração, a polícia apreendeu o celular de Ciro Cesar Lemos, suposto operador central do esquema, e encontrou registros de transferências envolvendo contas de Deolane e de Everton “Player”. A influenciadora chegou a ter seu nome incluído na Difusão Vermelha da Interpol enquanto estava em Roma, na Itália, antes de retornar ao Brasil.
