Site icon Jetss BR

Caso Gisele: Justiça mantém acusação contra tenente-coronel por feminicídio da esposa PM


TJ-SP mantém denúncia contra tenente-coronel por feminicídio da PM Gisele Santana (Foto: Instagram)

A Justiça de São Paulo rejeitou o pedido de absolvição sumária do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de assassinar a policial militar Gisele Alves Santana com um tiro na cabeça, no apartamento do casal, no centro da capital. A magistrada entendeu que existem indícios suficientes de feminicídio e de fraude processual para prosseguir com a ação penal.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático

A decisão da juíza Michelle Porto de Medeiros foi publicada em 21 de maio e manteve a denúncia oferecida pelo Ministério Público. A absolvição sumária, que encerraria o processo antes do julgamento, foi descartada porque, segundo a magistrada, as provas reunidas no Inquérito Policial Militar (IPM) apresentam elementos consistentes para levar o tenente-coronel a júri popular.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

O Tribunal de Justiça de São Paulo definiu o calendário de audiências para o fim de junho e início de julho. No dia 29 de junho, serão ouvidos o delegado Lucas de Souza Lopes, peritos criminais, policiais militares e uma vizinha do casal. Em 30 de junho, depõem policiais e uma testemunha protegida. No dia 1º de julho, está prevista a oitiva dos pais de Gisele e da filha da vítima, em depoimento especial. Em 2 de julho, mais policiais, inclusive um coronel, serão interrogados, e em 3 de julho, às 10h, ocorre o interrogatório de Geraldo Leite Rosa Neto.

O oficial está preso preventivamente desde 17 de março e responde pelos crimes de feminicídio e fraude processual. A investigação aponta que ele tentou simular um suicídio ao alterar a cena do crime, alegando que a mulher teria disparado a própria arma enquanto ele tomava banho após discutirem sobre separação. As autoridades, porém, consideram a versão incompatível com os vestígios coletados no local.

Peritos identificaram que a bala que atingiu Gisele saiu do revólver do tenente-coronel. Contradições na posição do corpo, no local da arma e no formato da poça de sangue sugerem manipulação da cena. Laudos também apontam sinais de esganadura no pescoço e no rosto da vítima, indicando que ela foi imobilizada e estava provavelmente inconsciente no momento do disparo. Vestígios de sangue em outros cômodos, como o banheiro, corroboram essa hipótese.

Mensagens trocadas pela policial em dezembro passado fazem parte do inquérito. Em textos a uma amiga, Gisele relatou medo do ciúme do marido e descreveu o relacionamento como conturbado: “Tem que controlar os ciúmes dele. Qualquer hora me mata.” Um áudio enviado ao pai revela a intenção dela de deixar o apartamento e ir para perto da família. O Tribunal de Justiça ainda não marcou data para o julgamento.

Exit mobile version