
Casal russo recebe 20 anos de prisão por tortura e morte da filha de 2 anos (Foto: Instagram)
Um casal na cidade de Komsomolsk-on-Amur, na Rússia, foi sentenciado a 20 anos de prisão por torturar até a morte sua filha de apenas dois anos, identificada como Sonya. O crime, descrito como homicídio qualificado com “particular crueldade”, gerou indignação em todo o país. Segundo a investigação, Ekaterina e Ilya reconheceram ter submetido a própria filha a condições degradantes por meses.
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Durante o julgamento no Tribunal Regional de Khabarovsk, ambos foram considerados culpados pelos crimes de tortura, cárcere privado e homicídio qualificado. A promotoria apresentou evidências de que a menina era mantida em um pequeno compartimento por até dois dias seguidos e sofria maus-tratos contínuos. O veredito estipulou que o pai cumpra a pena em colônia penal de regime estrito e a mãe em regime geral.
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As investigações revelaram que, a partir de junho, o casal construiu uma caixa de madeira com tampa, semelhante a um caixão, onde aprisionavam a criança. A menina ficava confinada por longos períodos nesse espaço exíguo, sem possibilidade de se mover, sentar ou ficar de pé. Testemunhas ouvidas em juízo relataram que, ao tentarem erguer a tampa, aquela cena de privação era chocante.
Além do confinamento, Sonya era mantida em ambiente insalubre, sem ventilação adequada, com acúmulo de lixo e sem cuidados de higiene. Os promotores destacaram que a criança não tinha acesso regular a água potável nem a refeições suficientes para atender às necessidades básicas de crescimento e desenvolvimento. A negligência incluía ausência de troca de fraldas e limpeza do espaço onde vivia.
O laudo médico-legal concluiu que Sonya morreu em razão de desnutrição proteico-energética grave. No momento do óbito, registrado no fim de outubro, a menina pesava menos de 10 quilos — um valor extremamente abaixo do esperado para sua idade. Os peritos também apontaram sinais de fraqueza intensa: a criança estava incapacitada até mesmo para chorar, refletindo o estado de exaustão física e mental.
Durante a audiência, o casal confessou os crimes, justificando que a filha era considerada “indesejada” e os “irritava” quando se movia pelo pequeno apartamento onde viviam. Após o falecimento, tentaram encobrir a causa, alegando doença súbita. Familiares desconfiaram das circunstâncias e acionaram as autoridades, o que levou à reabertura do caso e à prisão dos pais.







