Os americanos Lauren Geoghegan e Jay Austin decidiram abandonar empregos estáveis nos Estados Unidos para viajar o mundo de bicicleta em busca de liberdade, novas experiências e da crença de que a maioria das pessoas era boa. A jornada, no entanto, terminou de forma trágica após o casal cruzar o caminho de extremistas ligados ao autodenominado Estado Islâmico.
Ambos tinham 29 anos e moravam em Washington DC. Jay trabalhava no Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano dos Estados Unidos, enquanto Lauren também levava uma rotina tradicional de escritório. Cansados da vida corporativa, os dois decidiram mudar completamente o rumo da própria história.
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“A vida é curta, o mundo é grande e queremos aproveitar nossa juventude e boa saúde antes de perdê-las”, escreveu Jay Austin no blog criado pelo casal para documentar a viagem. Em outro texto, ele desabafou sobre a decisão de deixar o emprego. “Estou cansado de passar as melhores horas da minha vida diante de um retângulo brilhante”, afirmou, em referência à tela do computador. “Perdi muitos pôr do sol enquanto estava de costas para eles”, completou.
Durante mais de um ano, o casal percorreu países da África, Europa e Ásia registrando experiências positivas com desconhecidos ao longo da estrada. Em um dos relatos mais conhecidos da viagem, Jay escreveu que a maior descoberta da aventura era perceber que “os seres humanos são bons”.
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“A maldade existe, é verdade, mas ainda assim é rara”, afirmou enquanto passava pelo Marrocos. “Em geral, os seres humanos são bons. Algumas vezes egoístas, míopes em outras, mas são bons”, ressaltou. Poucas semanas depois, porém, a viagem chegou ao fim de forma brutal.
Em julho de 2018, Lauren e Jay pedalavam pelo Tadjiquistão ao lado de outros ciclistas estrangeiros quando o grupo foi atingido intencionalmente por um carro. Segundo autoridades locais, os ocupantes do veículo desceram após o atropelamento e atacaram as vítimas com facas. Além do casal americano, um turista holandês e um suíço também morreram.
Dias depois, o grupo extremista autodenominado Estado Islâmico divulgou um vídeo em que homens juravam matar “infiéis”. A identidade dos envolvidos não foi oficialmente confirmada.
A história do casal ganhou repercussão mundial justamente pelo contraste entre a mensagem que compartilhavam durante a viagem e o desfecho violento que enfrentaram no fim da jornada.

