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Trabalhadora receberá indenização após agressões e ofensas de ‘gorducha’


Justiça condena frigorífico por assédio moral contra funcionária em SC (Foto: Instagram)

A Justiça do Trabalho de Santa Catarina concluiu que uma funcionária de frigorífico foi vítima de assédio moral e determinou o pagamento de compensação por danos emocionais. Segundo o processo, a trabalhadora era exposta a humilhações frequentes durante as atividades, o que afetou sua saúde psíquica e levou ao reconhecimento da responsabilidade da empresa.
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De acordo com a ação, a vítima trabalhava em Itapiranga, no Oeste catarinense, e relatou ter sido chamada de “gorducha” por uma colega, além de ter alimentos arremessados em sua direção. Esses episódios teriam ocorrido ao longo de 2024, provocando depressão e crises de ansiedade, conforme documentado pela perícia médica.
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O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) corroborou a sentença de primeira instância, que já havia sido proferida pela Vara do Trabalho de São Miguel do Oeste. Entre os elementos analisados estiveram depoimentos de colegas que presenciaram agressões verbais e físicas, além do laudo pericial que apontou abalos psicológicos decorrentes dos constrangimentos. Foi fixada indenização aproximada no valor de R$ 30 mil.

O relatório pericial destacou que as situações de hostilidade contribuíram significativamente para o agravamento do quadro emocional da funcionária. Em razão disso, o pagamento de pouco mais de R$ 27 mil foi indicado para cobrir os danos morais e o período de afastamento necessário ao tratamento psicológico e psiquiátrico, conforme recomendação médica.

Testemunhas ouvidas pelo Judiciário afirmaram que a colega responsável pelas ofensas tinha o hábito de intimidar novos empregados e presenciavam a trabalhadora saindo do setor em prantos. Uma delas relatou ter visto fragmentos de frango sendo arremessados contra a vítima, que suportava provocações sobre seu peso em meio ao ritmo intenso de produção.

Na análise do caso, a juíza enfatizou que a empresa falhou ao não implementar medidas capazes de coibir o comportamento abusivo, permitindo que o ambiente de trabalho se tornasse hostil e inseguro. A ausência de treinamentos e protocolos de conduta foi citada como fator que agravou o sofrimento da funcionária.

Com base em toda a prova produzida, a Justiça do Trabalho condenou o frigorífico a indenizar a trabalhadora por danos morais e materiais, reconhecendo a violação de direitos fundamentais no âmbito laboral. O precedente reforça a importância de políticas internas de prevenção ao assédio e de proteção à saúde mental dos colaboradores.

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