
Influenciadora Deolane Bezerra e secretário Nico Gonçalves anunciam Operação Vérnix (Foto: Instagram)
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Nico Gonçalves, comentou nesta quinta-feira (21) os detalhes da ação que resultou na detenção da influenciadora Deolane Bezerra. Segundo ele, a medida faz parte de um amplo levantamento sobre movimentações financeiras suspeitas ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Gonçalves ressaltou a parceria entre o Ministério Público e a Polícia Civil paulista para desmontar o esquema investigado.
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A Operação Vérnix, como foi batizada, teve início na manhã de quinta-feira com o cumprimento de mandados de prisão preventiva e busca e apreensão em diversos endereços da Grande São Paulo. Deolane foi alvo em sua residência, em Alphaville, assim como outros alvos apontados pelo MP e pela Polícia Civil. As ordens judiciais também envolvem apreensão de documentos, celulares e computadores para análise de transações financeiras.
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Durante a entrevista coletiva, Nico Gonçalves destacou que vários investigados têm envolvimento direto na operação de lavagem de dinheiro atribuída ao PCC. O nome “Vérnix” faz alusão à substância que protege o feto no útero, simbolizando o modo como o grupo teria protegido seus recursos escusos. “O Ministério Público e a Polícia Civil detalharão, individualmente, a participação de cada um dos investigados”, afirmou o secretário.
Além de Deolane, a ação também mira pessoas próximas a líderes do PCC. Entre os alvos estão Marco Herbas Camacho e seu irmão Alejandro Camacho, ambos apontados como membros de alto escalão da facção. Gonçalves citou ainda o sobrinho de Marcola, Leandro, e um influenciador conhecido como “Player”, que mantém vínculos profissionais com Deolane, todos sob suspeita de colaborar no esquema.
A prisão de Deolane Bezerra ocorreu em Alphaville, município de Barueri, na região metropolitana de São Paulo. No total, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva, além de diversos mandados de busca e apreensão, segundo informações das autoridades. Também foram alvo da operação sobrinhos de Marcola, Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, suspeitos de facilitar a ocultação de recursos.
As investigações apontam que o grupo utilizava uma transportadora de cargas em Presidente Venceslau, no interior paulista, para transferir valores obtidos de forma ilícita. Segundo as apurações, a empresa funcionaria como uma frente para camuflar o dinheiro originário das atividades do PCC. “O crime organizado não terá lugar em São Paulo. Não existe território onde a polícia não chegue”, concluiu Nico Gonçalves, reafirmando o compromisso do governo estadual no combate à facção.
