A polêmica em torno do filme do ex-presidente Jair Bolsonaro ganha um novo capítulo. A empresária Karina Ferreira Gama, dona da produtora GoUp, revelou em entrevistas que o banqueiro Daniel Vorcaro financiou 92% do longa que retrata a vida do político.
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Segundo a produtora, a maior parte dos recursos teria sido aportada diretamente por Vorcaro, somando mais de US$ 12 milhões de um total estimado em US$ 13 milhões (cerca de R$ 65,7 milhões). A declaração contrasta com versões anteriores apresentadas por integrantes ligados à produção do projeto.
O deputado federal Mario Frias (PL-SP), que atuou como produtor-executivo do filme “Dark Horse”, havia negado a participação de recursos ligados ao banqueiro na obra. As novas informações, no entanto, reacendem questionamentos sobre a origem do financiamento do longa.
Ainda de acordo com relatos mencionados em reportagens, áudios atribuídos a envolvidos na produção indicariam trocas internas sobre repasses financeiros e agradecimentos ao banqueiro. O senador Flávio Bolsonaro também teria sido citado em conversas relacionadas ao tema e, segundo essas informações, participou de reuniões sobre o contrato em discussão.
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As apurações citadas apontam ainda para a possível circulação de recursos por estruturas financeiras no exterior, incluindo um fundo nos Estados Unidos. Até o momento, não há confirmação oficial de irregularidades envolvendo os nomes mencionados. O caso segue em meio a versões divergentes apresentadas por produtores, políticos e pessoas ligadas ao financiamento do projeto.

