
Deolane Bezerra é levada ao IML após detenção na Operação Vérnix (Foto: Instagram)
Nesta quinta-feira (21), a influenciadora e advogada Deolane Bezerra foi conduzida ao Instituto Médico Legal (IML) após ser detida na Operação Vérnix, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Presidente Prudente com apoio da Polícia Civil de São Paulo. Ao chegar ao local, Deolane declarou aos jornalistas que, em sua visão, estaria sendo presa “por trabalhar” e “por advogar”, ressaltando o caráter profissional de suas atividades.
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A defesa de Deolane informou que ainda está se inteirando dos detalhes da operação para apresentar a melhor estratégia jurídica. O advogado Luiz Imparato declarou estar analisando o inquérito para compreender os fatos. Bruno Ferullo, defensor de Marco Herbas Camacho, o Marcola, afirmou também não ter tido acesso completo aos autos e disse que trabalha para entender a extensão das investigações relacionadas ao líder da facção.
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Segundo os investigadores, a Operação Vérnix busca desarticular uma suposta estrutura financeira utilizada para ocultar patrimônio, movimentar recursos e reinserir dinheiro de origem ilícita na economia formal. A força-tarefa aponta que esse esquema estaria ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), organização criminosa com atuação em diversos estados brasileiros. O trabalho de inteligência envolveu análise de documentos bancários e quebra de sigilos fiscais de suspeitos apontados como operadores do grupo.
As autoridades afirmam que a projeção pública de Deolane serviu como uma camada de “aparente legalidade” para justificar despesas milionárias e movimentações financeiras atípicas. Ao lançar mão do nome de uma figura conhecida, o esquema teria visado camuflar a origem ilícita dos recursos, dificultando a identificação dos reais beneficiários. Investigadores destacam que o uso de celebridades em operações de lavagem de dinheiro não é incomum em organizações criminosas sofisticadas.
A Justiça autorizou a decretação de prisões preventivas, bloqueios de bens e outras medidas cautelares contra os investigados, sob o argumento de risco à ordem pública e possibilidade de destruição de provas. No caso de Deolane, o juiz considerou que sua influência e capacidade de acesso a documentos poderiam comprometer o andamento das investigações. Além da advogada, figuram entre os alvos pessoas-chave na movimentação financeira e gestão patrimonial do esquema.
Além de Deolane e Marcola, a operação incluiu familiares do líder do PCC e responsáveis por movimentações de elevado montante. Entre eles, Everton de Souza, conhecido como “Player”, teve seu nome citado como operador financeiro. Os sobrinhos de Marcola, considerados foragidos, tiveram ordem de prisão expedida e constam na Difusão Vermelha da Interpol. As apurações seguem em curso, com expectativa de novas fases e aprofundamento das investigações.







