
Deolane Bezerra faz selfie em residência de luxo antes de ser presa na Operação Lado a Lado (Foto: Instagram)
A influenciadora Deolane Bezerra voltou a ser alvo de investigações após ter sido presa em operação que apura suposta lavagem de dinheiro vinculada ao PCC. Antes de sua detenção, ela revelou ter feito um voto de fé, afirmando que entregaria toda a situação nas mãos de Deus e acreditava que a verdade logo viria à tona. A ação da polícia se baseou em suspeitas de movimentações financeiras atípicas e supostos laços com membros da facção criminosa.
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Horas antes da prisão, Deolane compartilhava com seus seguidores detalhes de sua rotina após viagem à Europa. Ela esteve em Roma, acompanhada da irmã, da filha e da sobrinha, e registrou a chegada ao Brasil após longas horas de voo, ressaltando que prefere não avisar antecipadamente sobre seus deslocamentos para evitar energias negativas. À noite, prometeu retorno ativo às redes, mas foi detida na manhã seguinte, surpreendendo fãs e internautas.
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A irmã de Deolane, a advogada Daniele Bezerra, manifestou-se nas redes sociais defendendo-a e criticando o que considerou um julgamento antecipado. Daniele destacou que, no Brasil, há tendência de expor e condenar publicamente antes da apresentação de provas concretas, e alertou para o uso da Justiça como espetáculo ou instrumento de vingança social. Ela reforçou que toda pessoa tem direito ao devido processo legal e ampla defesa, sem que prisões sirvam como meio de pressão.
A prisão ocorreu na manhã de quinta-feira (21) durante a Operação Lado a Lado, que também mira outros suspeitos, inclusive Marco Herbas Camacho, conhecido como Marcola — já detido e apontado como líder do PCC — e seus familiares. Nos últimos dias, Deolane esteve em Roma e chegou até a ser incluída na Difusão Vermelha da Interpol antes de regressar ao país na quarta-feira (20). O inquérito teve início com material apreendido em 2019 na Penitenciária II de Presidente Venceslau, contendo anotações de detentos sobre a estrutura criminosa e ações contra agentes do Estado. Até agora, já foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva, além de diversos pedidos de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados.
O primeiro inquérito apontou possíveis conexões internas da facção, com menções a uma “mulher da transportadora” responsável por levantar informações de agentes públicos. Com o avanço das apurações, surgiu a Operação Lado a Lado, que investigou movimentações financeiras incompatíveis com as atividades declaradas por uma empresa em Presidente Venceslau. A apreensão de um celular durante essa fase trouxe conversas da alta hierarquia do grupo e foi decisiva para a deflagração da Operação Vérnix, voltada a aprofundar o esquema de lavagem de dinheiro.
No curso das apurações, as autoridades constataram indícios de discrepância entre a renda declarada e o patrimônio acumulado, além do uso de pessoas jurídicas para ocultar valores em transações sem justificativa econômica. A Justiça autorizou o bloqueio de bens que somam mais de R$ 327 milhões, o sequestro de 17 veículos de luxo avaliados em R$ 8 milhões e a restrição de quatro imóveis atribuídos aos investigados. Identificados três suspeitos em países como Itália, Espanha e Bolívia, foi solicitada a inclusão deles na Difusão Vermelha da Interpol para viabilizar eventual prisão no exterior. O principal objetivo é desarticular a estrutura financeira do grupo.
