Suspeito de matar namorada tentou formalizar união após crime e detalhe surpreende investigadores

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Suspeito de feminicídio preso em BH após laudo contrariar hipótese de suicídio (Foto: Instagram)

A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu preventivamente Adalton Martins Gomes, de 45 anos, acusado de assassinar a namorada, a estudante Giovanna Neves Santana Rocha, de 22 anos, em Belo Horizonte. O caso, inicialmente registrado como suicídio, teve reviravolta após exame do Instituto Médico Legal confirmar feminicídio. Segundo as autoridades, o laudo comprova que a morte não foi auto infligida, mas sim resultado de ação criminosa.

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O corpo de Giovanna foi encontrado no dia 9 de fevereiro no apartamento onde residia, na região da Savassi, área Centro-Sul da capital mineira. Embora caixas de remédios estivessem espalhadas e o histórico de depressão apontasse para suicídio, o laudo pericial concluiu que a jovem morreu asfixiada por sufocação direta. A delegada Ariadne Coelho esclareceu que houve obstrução externa das vias respiratórias, possivelmente com travesseiro ou até com as próprias mãos do agressor.

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Câmeras de segurança do prédio captaram Adalton Martins Gomes saindo do local pouco depois do horário estimado da morte de Giovanna. Horas mais tarde, preocupada pela falta de contato, uma amiga da estudante foi ao imóvel e encontrou o corpo. A partir dessas imagens e dos vestígios no local, a polícia iniciou a investigação pelo crime de feminicídio.

No decorrer das apurações, descobriu-se que o namoro entre os dois durou apenas quatro meses. Mesmo assim, após o crime, Adalton teria tentado reconhecer judicialmente uma união estável póstuma. Em mensagens e áudios enviados a amigas de Giovanna, ele buscava apoio para comprovar a relação, o que surpreendeu os investigadores.

Segundo a Polícia Civil, o principal interesse do suspeito era no patrimônio da vítima. Giovanna havia herdado um apartamento avaliado em cerca de R$ 900 mil do pai, além de R$ 200 mil ainda a receber. “Tudo indica que havia interesse patrimonial”, afirmou a delegada Ariadne Coelho.

O advogado da família, José Eustáquio Alves Júnior, relatou que, poucos dias após iniciar o relacionamento, Adalton tentou transferir a conta de luz do apartamento para o próprio nome e exigiu que o defensor renunciasse aos processos ligados ao inventário de Giovanna. Amigos e parentes da estudante dizem estar abalados. “Ele destruiu os sonhos dela. Giovanna tinha uma vida inteira pela frente”, lamentou a amiga Ludmylla Aparecida Dias. Adalton Martins Gomes permanece preso e à disposição da Justiça; sua defesa não foi localizada para comentar o caso.