
Senador Magno Malta durante sessão no Senado Federal (Foto: Instagram)
A Polícia Civil do Distrito Federal concluiu que não há provas suficientes para indiciar o senador Magno Malta (PL-ES) em investigação sobre uma denúncia de agressão contra uma técnica de enfermagem no Hospital DF Star, em Brasília. O inquérito foi encerrado sem responsabilizar o parlamentar após análise detalhada dos depoimentos e documentos.
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Fontes ouvidas pela jornalista Mirelle Pinheiro, do Metrópoles, confirmaram na terça-feira (19) que a corporação considerou insuficientes os elementos coletados para formalizar o indiciamento. A investigação, conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), avaliou todas as provas disponíveis desde a abertura do caso.
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De acordo com o relatório da PCDF, a principal testemunha ouvida na apuração afirmou não ter presenciado qualquer ato de agressão praticado pelo senador. O depoimento da técnica de enfermagem foi confrontado com registros médicos e outros relatos, mas não foi corroborado por testemunhas independentes.
A denúncia inicial refere-se a um atendimento ocorrido em 30 de abril, quando Magno Malta passou por exame de angiotomografia de tórax e coronárias no Hospital DF Star. A aplicação do contraste foi interrompida automaticamente pelo equipamento ao identificar obstrução no acesso venoso, fato que motivou a aproximação da profissional de saúde.
Segundo o boletim de ocorrência, a técnica relatou que, ao notar o extravasamento do líquido no braço do senador e oferecer assistência, teria sido agredida com um tapa no rosto. Ela também declarou que Magno Malta a teria chamado de “imunda” e “incompetente” durante o atendimento, descrevendo o episódio como uma reação agressiva e verbalmente ofensiva.
Em resposta, o senador Magno Malta publicou um vídeo em suas redes sociais negando as acusações. Ele afirmou que “nunca encostou a mão em ninguém, nem nas minhas filhas, nem em nenhuma mulher” e classificou o caso como “falsa comunicação de crime”. O parlamentar reforçou ter ido ao exame sem intenção de ofender a profissional.
A defesa apresentou nota alegando que o senador estava sob efeito de forte medicação, o que comprometeu sua cognição durante o procedimento. Conforme os advogados, a suposta reação teria sido causada pela dor física decorrente do exame, e não por animosidade contra a técnica. A profissional permanece afastada do trabalho desde o episódio.







