A americana Seemona Sumasar passou cerca de sete meses presa injustamente após ser vítima de um esquema elaborado pelo ex-namorado, Jerry Ramrattan. O caso voltou a repercutir após ganhar um episódio na série documental da Netflix “Worst Ex Ever”.
Segundo a produção, Jerry se apresentava como policial e investigador quando conheceu Seemona, em 2006, em uma lanchonete da família dela no Queens, em Nova York. No início do relacionamento, ele conquistou a confiança da vítima e da família ao demonstrar comportamento prestativo e atencioso. “Ele aparecia para fazer pequenas coisas por mim, como lavar meu carro ou ajudar no restaurante”, contou Seemona no documentário.
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A relação mudou completamente quando ela descobriu que Jerry era casado e tinha filhos. Após o fim do relacionamento, ele teria começado uma sequência de abusos e perseguições. Segundo documentos judiciais citados na série, em 2009, o homem abusou dela enquanto a ameaçava com uma arma. Ele acabou denunciado por estupro e também investigado por fingir ser policial. Mesmo assim, enquanto respondia em liberdade, iniciou uma suposta campanha para destruir a credibilidade da ex-companheira.
De acordo com o processo, Jerry convenceu outras pessoas a inventarem assaltos armados falsos e apontarem Seemona como responsável pelos crimes. A polícia passou a investigar a mulher, que acabou presa em 2010. “Eu dizia: ‘Vocês cometeram um erro. Eu não deveria estar aqui’”, relembrou ela no documentário.
Mesmo apresentando provas de que sequer estava em Nova York durante um dos supostos crimes, Seemona foi indiciada por roubo à mão armada, porte ilegal de arma e outros delitos. A fiança foi fixada em R$ 5 milhões, valor que ela não conseguiu pagar.
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Ela permaneceu presa por aproximadamente sete meses, separada da filha, que tinha 12 anos na época. “Cada dia parecia uma vida inteira”, afirmou.
A reviravolta aconteceu após um informante procurar as autoridades e revelar que toda a acusação havia sido armada. Posteriormente, Jerry Ramrattan foi condenado por estupro, falso testemunho e manipulação de testemunhas. Três pessoas envolvidas na falsa acusação também confessaram participação no esquema.
Em 2017, Seemona recebeu um acordo judicial de R$ 10 milhões após processar autoridades e investigadores envolvidos no caso. “Eu só queria vencer. Queria que admitissem que estavam completamente errados”, declarou.

