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Mulher compartilha áudio chocante antes de ser baleada em perseguição policial e morrer


Manicure baleada em perseguição policial morre após carro cair em piscina na fronteira (Foto: Instagram)

No último sábado (17), uma mulher identificada como Maykelly Araujo Poitis, de 30 anos, acabou baleada durante uma perseguição policial na região de fronteira entre Ponta Porã (Mato Grosso do Sul) e Pedro Juan Caballero (Paraguai). Ela estava no veículo junto com o namorado, Vinícius Thiago Basílio da Silva, de 33 anos. Após receber os disparos, Maykelly foi socorrida e levada ao Hospital Regional de Ponta Porã, mas não resistiu e faleceu pouco depois de dar entrada na unidade. A dinâmica da corrida policial e os motivos que levaram os agentes a abrir fogo ainda estão sob investigação.

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Pouco antes de ser atingida, a manicure enviou um áudio à mãe pedindo socorro. Em meio ao desespero, ela relata: “Mãe, a polícia me pegou, liga para pedir o advogado. A polícia tá correndo atrás de nós, tá dando tiro em nós”. A gravação, divulgada nas redes sociais, evidencia o medo e a tensão enfrentados pelos ocupantes do veículo durante a perseguição, que se estendeu por trechos de asfalto e áreas rurais na fronteira.

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De acordo com o portal Campo Grande News, toda a ação teve início quando o motorista desobedeceu a ordem de parada da Polícia Militar Rodoviária (PMR). No depoimento prestado à Polícia Civil, Vinícius revelou que seguia em um Peugeot 207 e passou pela base da corporação na saída de Ponta Porã. Temendo ser detido, ele optou pela fuga, o que provocou a reação dos policiais. “Começaram a atirar, atirar, atirar”, descreveu o suspeito durante o interrogatório. Ele afirmou que o veículo sofreu impactos de projéteis na porta e no para-brisa.

Ainda conforme o relato de Vinícius, a perseguição avançou para o lado paraguaio, onde o condutor decidiu entrar em uma chácara. Durante a manobra, perdeu o controle do carro, que deslizou na grama, colidiu na borda de uma piscina e acabou caindo na água. Os agentes conseguiram retirar Maykelly das ferragens e do líquido antes que ela ficasse completamente submersa. Em seguida, ela foi encaminhada às pressas ao hospital, mas não sobreviveu aos ferimentos causados pelos disparos.

Em depoimento, Vinícius admitiu que transportava cerca de 10 quilos de skunk – uma variedade de maconha com alta concentração de THC – e que receberia pagamento para levar a carga até Campo Grande. O homem garantiu que Maykelly desconhecia a presença da droga no veículo. Segundo ele, a jovem começou a passar mal no meio da fuga e pediu ao namorado para interromper a perseguição: “Tiago, para o carro”, teria implorado a vítima pouco antes do acidente.

As autoridades brasileiras e paraguaias prosseguem com as investigações para esclarecer as circunstâncias que motivaram a ordem de parada, os critérios que levaram ao uso de arma de fogo pelos policiais e o trajeto percorrido pelo casal até o momento do acidente. Os peritos irão analisar o carro, os projéteis e os registros de comunicação das equipes envolvidas na operação.

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