
Carlos Eduardo Buscariollo é preso em São Paulo (Foto: Instagram)
A Polícia Civil de São Paulo prendeu Carlos Eduardo Buscariollo na manhã de terça-feira, 19 de maio de 2026, em uma ação que investiga seu envolvimento com o tráfico de entorpecentes. Filho de Antônio Buscariollo e irmão de Paulo Ricardo Costa Buscariollo, ele é apontado como integrante de uma família sob suspeita de executar quatro amigos em uma fazenda da zona rural de Icaraíma, no noroeste do Paraná. O caso ganhou repercussão por sua brutalidade e pelo desaparecimento misterioso das vítimas.
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Segundo informações oficiais, a prisão ocorreu em São Paulo, mas o inquérito sobre o assassinato dos quatro homens continua sob responsabilidade da Polícia Civil do Paraná. Carlos Eduardo foi capturado após levantamentos que indicaram seu suposto envolvimento com redes de tráfico e distribuição de drogas. Ele faz parte do núcleo familiar composto por Antônio, conhecido como “Tonhão”, e Paulo Ricardo, ambos foragidos e apontados como líderes da suposta emboscada.
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As quatro vítimas — Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi, Diego Henrique Afonso e Alencar Gonçalves de Souza — desapareceram em 5 de agosto de 2025, após serem chamados para um encontro com o suposto objetivo de cobrar uma dívida. Familiares relataram que os homens saíram juntos daquele local e não deram mais notícias, o que levou a polícia a abrir investigação por desaparecimento. Mais de um mês depois, os corpos foram encontrados.
Os cadáveres foram localizados em 18 de setembro de 2025 em uma área de mata fechada, apresentando múltiplas lesões, traumatismos cranianos e marcas de tiros. Laudos periciais constataram sinais de tortura, reforçando a hipótese de execução premeditada. Desde então, o caso passou a ser tratado como chacina, com as buscas focadas em elucidar a motivação financeira e o possível envolvimento de outros membros da mesma família.
O desaparecimento e morte dos quatro amigos completaram nove meses em maio de 2026, enquanto as autoridades paranaenses mantêm o comando das apurações. Apesar da prisão de Carlos Eduardo, os delegados reforçam que é fundamental capturar Antônio e Paulo Ricardo para esclarecer a dinâmica do crime e identificar eventuais comparsas.
Desde 9 de agosto de 2025, “Tonhão” e Paulo Ricardo estão foragidos e figuram na lista de procurados da Polícia Civil do Paraná. As equipes de investigação realizam diligências em diferentes municípios do estado, em parceria com agentes federais e policiais de São Paulo, na expectativa de novos indícios que levem à localização dos fugitivos.







