Desembargador federal Alcides Martins Ribeiro Filho é achado morto após mais de um mês desaparecido

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Desembargador federal Alcides Martins Ribeiro Filho encontrado morto no Parque Nacional da Tijuca (Foto: Instagram)

O desembargador federal Alcides Martins Ribeiro Filho, de 64 anos, foi encontrado sem vida na segunda-feira (19) em uma área de mata do Parque Nacional da Tijuca, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O magistrado estava desaparecido desde o dia 14 de abril, quando saiu de casa sem avisar familiares ou colegas do tribunal. Sua ausência vinha causando preocupação entre amigos e servidores.

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A confirmação da localização do corpo foi dada pela Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA). Segundo a Polícia Civil, não havia indícios de violência aparente no cadáver, que foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para realização de necropsia e definição oficial da causa da morte. Peritos trabalham agora para esclarecer as circunstâncias em que o juiz acabou na mata.

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Alcides Martins Ribeiro Filho ocupava cadeira no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), corte que julga processos federais do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. Com mais de trinta anos de atuação no Judiciário, era considerado uma voz influente na corte. Em comunicado oficial, o TRF-2 lamentou profundamente o falecimento do desembargador e ofereceu solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho.

As investigações apontam que, antes de desaparecer, o magistrado sacou R$ 1 mil em um caixa eletrônico e embarcou em um táxi em direção à região do parque. Ele não fez mais contato até que o corpo foi achado semanas depois. A Polícia Civil segue apurando os fatos, analisando depoimentos de testemunhas e imagens de câmeras próximas ao local em que o táxi passou.

Em 2025, Alcides Martins Ribeiro Filho voltou aos holofotes após ter sido afastado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) devido a um caso de violência doméstica registrado em sua casa, em Ipanema, na Zona Sul carioca. Vizinhos informaram ter ouvido gritos, o que levou à chegada da polícia, na qual o desembargador teria resistido à prisão.

De acordo com a ocorrência, a então esposa apresentava marcas no pescoço e nos braços, e a filha do casal presenciou toda a cena. Após o episódio, o magistrado passou a responder pelos crimes de violência doméstica, resistência à prisão, lesão corporal contra policiais e abuso de autoridade. Desde então, ele estava afastado das atividades públicas do tribunal.