
TJ-RJ nega adiamento e confirma julgamento de Dr. Jairinho para 25 de maio (Foto: Instagram)
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro recusou o pedido da defesa do ex-vereador Dr. Jairinho para prorrogar o julgamento da morte do menino Henry Borel. A decisão foi proferida pela juíza Elizabeth Machado Louro, titular da 2ª Vara Criminal da Capital, e confirmou a realização da sessão no dia 25 de maio.
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A equipe de defesa havia solicitado acesso ampliado a provas digitais, a realização de novas perícias técnicas e a reanálise de materiais apreendidos ao longo das investigações. Entre os itens destacados estava um notebook recolhido durante as diligências. Se acolhido, o pedido obrigaria o adiamento do julgamento.
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Na sentença, a magistrada ressaltou que todos os documentos digitais e materiais submetidos foram disponibilizados previamente às partes do processo. Ela entendeu que não havia fundamentos para reabrir a fase de instrução e apontou que o requerimento tinha caráter protelatório. A juíza também determinou que a defesa ressarcisse os custos decorrentes da última suspensão da sessão.
O julgamento do casal já vinha marcado para 25 de maio e, em março deste ano, enfrentou tumulto quando os advogados de Jairinho abandonaram o plenário após o mesmo pedido de adiamento ter sido recusado pela Justiça. Na ocasião, o tribunal chegou a interromper os trabalhos de forma temporária.
O caso remonta a fevereiro de 2021, quando Henry Borel, então com quatro anos, foi encontrado morto no apartamento onde morava com a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, Dr. Jairinho, na zona oeste do Rio de Janeiro. Inicialmente, o casal afirmou que a criança teria sofrido um acidente doméstico, mas o laudo necroscópico indicou hemorragia interna provocada por agressões, registrando 23 lesões no corpo.
Dr. Jairinho responde a acusações de homicídio triplamente qualificado, tortura, fraude processual e coação no curso do processo. Monique Medeiros é ré por homicídio triplamente qualificado por omissão, além de outros crimes relacionados ao caso. Ambos seguem aguardando a oitiva de testemunhas e demais atos previstos até a definição do veredicto.
Com a decisão de manter o cronograma, a expectativa é de que novas sessões sejam realizadas sem novos adiamentos, permitindo a conclusão da fase de instrução e, posteriormente, a apresentação das alegações finais das partes antes do julgamento definitivo.







