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Perita alerta para riscos após idoso declarado morto ser encontrado vivo


Fachada da unidade de saúde em Presidente Prudente (SP) onde o idoso foi declarado morto (Foto: Instagram)

Um homem de 88 anos foi declarado morto por insuficiência respiratória em uma unidade de saúde de Presidente Prudente (SP) e, surpreendentemente, reapareceu com sinais vitais durante os preparativos para o velório em uma funerária local. O episódio gerou questionamentos sobre a precisão dos procedimentos médicos adotados para a confirmação de óbito no país.

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O paciente havia sido atendido previamente em um hospital da região, onde foi atestado o falecimento. Entretanto, já na funerária, funcionários e familiares notaram o retorno de respirações fracas e a emissão de pequenos ruídos, acionando imediatamente as equipes de saúde para uma reavaliação.

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A médica e perita Caroline Daitx chama atenção para a necessidade de uma verificação aprofundada antes da declaração de morte. Segundo ela, é fundamental avaliar a resposta a estímulos, movimentos respiratórios e a presença de pulso central palpável. Além disso, ressalta a importância do eletrocardiograma e de um exame clínico completo para confirmar a ausência de atividade cardíaca.

Caroline explica que, em situações de “morte aparente”, as funções vitais podem ficar tão reduzidas que respiracões agônicas e longos períodos de apneia enganam até profissionais experientes. “Se a avaliação ocorre em um momento de pausa respiratória seguida de inspirções frágeis, há risco de erro na constatação do óbito”, alerta a perita.

O caso também levanta discussões sobre possíveis responsabilizações. Na esfera ética, ele pode resultar em sindicância pelos conselhos médicos; na área civil, há potencial para indenização à família afetada; e, do ponto de vista penal, a investigação conduzida pela Polícia Civil avalia eventual omissão de socorro e erro profissional.

Para minimizar incidentes semelhantes, Caroline Daitx recomenda revisão e reforço dos protocolos: prolongar o período de observação do paciente, empregar eletrocardiograma de forma rotineira e adotar a dupla checagem por equipes independentes. “A confirmação de óbito é um ato médico complexo que não pode ser reduzido a uma formalidade. Exige tempo, atenção e treinamento contínuo para garantir segurança a todos os envolvidos”, conclui.

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