Mãe é presa após manter filho acorrentado e obrigar que ele coma as próprias fezes

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Mulher de Rio Verde é presa por torturar o filho com sequelas de AVC (Foto: Instagram)

Uma mulher de Rio Verde, região sudoeste de Goiás, foi detida na última sexta-feira (15) sob a acusação de torturar o próprio filho, um homem que havia sofrido três acidentes vasculares cerebrais (AVC) e, por conta disso, apresentava mobilidade e fala comprometidas. Segundo a investigação, a vítima foi mantida em condições degradantes e submetida a tratamento desumano pela mãe, identificada pelas autoridades como responsável pelo crime.

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A Polícia Civil chegou ao endereço após receber denúncia da Secretaria Municipal de Assistência Social. Profissionais de assistência social foram até a casa juntamente com agentes policiais e se depararam com o cenário extremamente precário, no qual o homem vivia acorrentado e sem acesso adequado a higiene e alimentação. A situação foi imediatamente considerada de urgência, levando ao acionamento de equipe especializada para resguardar a vítima.

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De acordo com informações apuradas pelo g1, a mãe obrigava o filho a se manter acorrentado e o forçava a ingerir as próprias fezes. A delegada Fernanda Simão, responsável pelo caso, detalhou que o homem ficava dias sem alimentação e sem acesso à água potável, o que agravou ainda mais seu estado de saúde físico e mental.

As sequelas provocadas pelos três AVCs haviam deixado a vítima com a capacidade motora severamente reduzida e com dificuldades significativas de comunicação verbal. Essa condição aumentou sua vulnerabilidade e impediu qualquer reação ou pedido efetivo de socorro durante o período em que esteve sob maus-tratos.

A ausência de qualquer registro paterno em documentos oficiais dificultou a localização do pai, que não foi identificado nem convidado a depor. Diante disso, a criança – já maior de idade – foi imediatamente encaminhada para atendimento médico especializado e acolhimento institucional, por meio da rede de proteção social oferecida pelo município.

“Foi uma situação extremamente desumana, tendo a vítima passado por momentos de sofrimento extremo, permanecendo dias sem comer e sem ter acesso à água”, ressaltou a delegada Fernanda Simão, ao descrever as condições degradantes encontradas no local.

Durante o depoimento, a acusada permaneceu em silêncio, mantendo-se calada diante das acusações. Na audiência de custódia, o juiz decidiu manter sua prisão preventiva, diante da gravidade dos delitos. A mulher segue detida e responde por tortura e maus-tratos, com o processo agora em fase de investigação e coleta de provas adicionais.