
Vídeo mostra retirada forçada de paciente debilitada em clínica clandestina em Bogotá (Foto: Instagram)
Vídeo de câmera de segurança obtido pela polícia mostra o momento em que Yulixa Consuelo Toloza, de 52 anos, é retirada à força de uma clínica de estética clandestina em Bogotá após complicações em uma lipoaspiração. As imagens, gravadas no dia 13 de maio de 2026, revelam dois homens carregando a paciente debilitada até um veículo cinza estacionado em frente ao estabelecimento “Beauty Laser”, no bairro Venecia, na zona sul da capital colombiana.
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Desde a divulgação do material, as autoridades consideram o registro a principal evidência na investigação do desaparecimento de Yulixa, que deu entrada no centro estético para um procedimento de lipólise a laser. O vídeo expõe os últimos passos da vítima dentro das instalações e se tornou peça-chave para a unidade antissequestro Gaula, responsável pelas buscas na região.
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Nas cenas, Yulixa mal consegue se manter em pé e aparenta estar inconsciente enquanto é içada pelos suspeitos. Em seguida, ela é colocada à força dentro do automóvel cinza, que foi estrategicamente posicionado em frente à saída da clínica, indicando uma ação planejada pelos responsáveis pela remoção.
A identificação dos envolvidos foi possível graças a testemunhas e amigos da vítima, que reconheceram David, apontado como o médico que realizou o procedimento, e Edinson, marido de María Fernanda, acusada de gerenciar o centro clandestino. Antes de abandonarem o imóvel de três andares, os proprietários da “Beauty Laser” teriam destruído o sistema interno de segurança e levado o aparelho de gravação (DVR), tentando apagar vestígios.
O valor do procedimento atraiu Yulixa pela oferta bem abaixo do mercado formal: cerca de 3 milhões de pesos colombianos, equivalentes a 4 mil reais. Segundo amigos que acompanharam a paciente, reações anormais foram percebidas logo após a operação, mas a equipe médica encerrou as comunicações e fugiu do local assim que as complicações começaram.
O paradeiro de Yulixa Toloza segue desconhecido, e familiares realizam vigílias com velas e cartazes em frente à clínica abandonada, exigindo respostas. Diante da destruição de provas e do sumiço dos administradores, as autoridades colombianas emitiram alerta de imigração para a Venezuela, suspeitando que a rede criminosa planeje fuga internacional para driblar acusações de negligência e ocultação.
