
Menina de 12 anos é vítima de estupro coletivo em Campo Grande (Foto: Instagram)
Uma garota de 12 anos foi vítima de um estupro coletivo orquestrado por oito adolescentes, de idades entre 12 e 16 anos, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O crime, planejado pelo então namorado da vítima, mobilizou autoridades locais após surgir indicativo de premeditação e grave violação dos direitos da criança. Informações iniciais apontam que seis suspeitos já foram apreendidos pelas forças de segurança, enquanto outros dois permanecem sob investigação.
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A jovem escondeu o ocorrido da família por receio e constrangimento, conforme depoimentos colhidos pela polícia. A trama só foi desvendada quando vídeos que registravam as agressões começaram a circular em grupos de redes sociais e chegaram ao conhecimento da mãe. Imediatamente, a mulher registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Atendimento à Mulher e acionou o Conselho Tutelar.
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Segundo a investigação, o crime aconteceu em 22 de abril, mas só foi formalmente registrado no dia seguinte. A vítima foi atraída até uma residência por seu ex-namorado, que havia planejado o encontro sob falso pretexto. Ao chegar ao local, ela se deparou com os outros sete adolescentes que a aguardavam para consumar o crime, filmando cada etapa das agressões.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmou que os suspeitos gravaram as cenas e, depois, compartilharam os vídeos em grupos privados na internet. Há indícios de que parte desse material foi até comercializada em plataformas clandestinas. As autoridades apuram, ainda, se houve conivência de outros intermediários que auxiliavam na divulgação dos arquivos.
Familiares da vítima relataram que a menina voltou para casa com sinais visíveis de violência, apresentando hematomas e ferimentos. Mesmo assim, ela permaneceu em silêncio até que alertas de colegas de escola levaram a mãe a confrontar a filha sobre as imagens. “Ela chegou com o rosto e o corpo roxos, mas recusava-se a falar sobre o que havia ocorrido”, declarou a irmã à TV Globo.
A Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) conseguiu identificar todos os oito envolvidos, e a Justiça determinou a internação provisória de cada um. Seis dos adolescentes já foram localizados e conduzidos a unidades socioeducativas; as equipes policiais seguem à procura dos dois restantes, enquanto o Ministério Público acompanha de perto as medidas protetivas em favor da vítima.







