
Lula e aliado mostram confiança em novo capítulo na definição de vaga no STF (Foto: Instagram)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decide reapresentar ao Senado a indicação de Jorge Messias para ocupar a vaga no Supremo Tribunal Federal, mesmo após a rejeição histórica sofrida pelo advogado-geral da União. A avaliação mantém-se firme apesar de ter sido a primeira vez em mais de 130 anos que um nome indicado pelo Planalto foi barrado pela Casa.
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Aliados de Lula revelaram ao jornal O Globo que a derrota de Messias não foi vista apenas como um revés pessoal, mas como um desafio direto à prerrogativa constitucional presidencial de escolher ministros para o STF. Essa leitura aguçou o clima de tensão entre o Palácio do Planalto e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
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Nos bastidores, integrantes do governo atribuem a Alcolumbre uma articulação para inviabilizar a aprovação de Messias, o que o senador nega veementemente. O distanciamento ficou evidente na solenidade de posse do novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, quando Lula e Alcolumbre, sentados lado a lado, praticamente não trocaram palavras.
Dentro do Partido dos Trabalhadores, cresce a pressão para transformar o impasse numa disputa política aberta contra o Centrão e a oposição. O deputado Lindbergh Farias defendeu publicamente o reenvio da indicação de Jorge Messias ao STF, argumentando que a derrota resultou de manobras políticas e que renunciar agora seria assumir uma imagem de capitulação.
Após o insucesso, Lula chegou a avaliar outros nomes, inclusive mulheres, para a vaga no Supremo, mas recuou diante do risco de ainda ser visto como aplicar um “plano B”. Auxiliares sustentaram que isso poderia causar desgaste político adicional ao governo.
Jorge Messias, por sua vez, chegou a cogitar deixar a AGU após a rejeição no Senado, mas foi aconselhado a evitar decisões precipitadas. Ele entrou de férias no dia 13 e deve retomar o cargo em 25 deste mês. Mesmo após o revés, conta com o respaldo de aliados que mantêm viva a esperança de sua recondução ao STF.
A movimentação para uma nova indicação também serve ao governo para medir o atual grau de atrito entre Executivo e Senado em meio aos desafios de aprovar pautas estratégicas, como segurança pública, emendas parlamentares e projetos econômicos.
