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Quatro homens são presos acusados de decapitar mulher viva em tribunal do crime em Goiânia


Quatro suspeitos presos pela Polícia Civil de Goiás (Foto: Instagram)

Quatro homens foram detidos na noite de quinta-feira (14) em Goiânia (GO) sob acusação de decapitar uma mulher viva durante um “tribunal do crime” realizado em março deste ano. A operação da Polícia Civil resultou nas prisões após meses de investigação que visava identificar todos os envolvidos nesse ato brutal.
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Segundo informações oficiais da corporação, os suspeitos infligiram extrema violência à vítima enquanto ela ainda respirava. Logo após a decapitação, parte do corpo foi incendiada em tentativa de destruir evidências. A hipótese das autoridades é que o crime também serviu para amedrontar rivais e consolidar o domínio da facção na região.
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De acordo com a Polícia Civil, a ordem para a execução partiu de um chefe de facção local, que teria considerado a vítima uma traidora das regras internas. Ela foi levada a um local isolado, submetida a tortura e submetida a esse julgamento criminoso antes de ser morta. As investigações buscam agora conectar todos os nomes da cadeia de comando.

Todo o massacre foi registrado em vídeo pelos próprios acusados e, depois, compartilhado em redes sociais. Nas imagens, é possível ver os suspeitos com as mãos ensanguentadas enquanto a mulher agoniza no chão. Um trecho de áudio atribuível a um dos criminosos diz: “Na hora que pegar ela, pode matar na cara dura, pra todo mundo ver. E se tiver de madrugada, amarra ela no poste e põe fogo, pode por no meu nome.”

Os quatro respondem por homicídio qualificado e devem passar por audiência de custódia em breve. A Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH) de Goiás coordena as diligências, que incluem depoimentos de testemunhas, análise de perícias e busca por outros envolvidos no crime.

A ação policial é considerada um avanço nas apurações de casos de extrema crueldade ligados a facções em Goiás. As autoridades continuam a avaliar mandados de busca e apreensão em diferentes endereços, bem como escutas telefônicas, na tentativa de desarticular completamente a estrutura que ordenou e executou o homicídio.

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