Major Araújo pede autorização para portar arma no plenário após briga

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Deputados Major Araújo e Amauri Ribeiro em discussão acalorada no plenário da Alego (Foto: Instagram)

O deputado estadual Major Araújo (PL) protocolou um requerimento junto à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) solicitando permissão para circular armado no plenário da Casa. A iniciativa ocorreu poucos dias após um acalorado embate com o colega Amauri Ribeiro (PL) durante sessão legislativa, episódio que terminou em ameaças mútuas.

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Na última semana, o confronto entre os parlamentares precisou ser abafado por outros deputados presentes no plenário. O desentendimento teria se originado em divergências sobre o apoio político ao senador Wilder Morais, pré-candidato ao governo de Goiás e presidente estadual do PL, mas escalou para insultos e provocações verbais.

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Durante a sessão de terça-feira (13), Major Araújo alegou estar sob constantes ameaças dentro da Assembleia como justificativa para o pedido de porte. “Apresentei um requerimento para que a Mesa Diretora me autorize vir para o plenário armado. Aqui, a gente tem sido alvo de ameaça”, declarou o deputado.

O presidente da Alego, Bruno Peixoto (União Brasil), foi taxativo ao responder ao pedido: “Está terminantemente proibido e não será liberado a este ou aquele parlamentar portar arma de fogo”. Peixoto afirmou que não há previsão de alteração nas regras internas que regem o comportamento e a segurança dos deputados em plenário.

Vídeos da discussão viralizaram nas redes sociais, mostrando ambos os parlamentares exaltados. Em um dos registros, Major Araújo ameaça: “Põe a mão em mim para você ver! Amanhã você amanhece morto”. Em outro clipe, Amauri Ribeiro, também alterado, reage: “Não deixa eu colocar a mão em você!”.

Amauri Ribeiro informou que pretende levar o caso ao Conselho de Ética da Assembleia Legislativa, acusando Major Araújo de possível quebra de decoro parlamentar. Em suas redes sociais, Ribeiro ressaltou que “a política deve ser o campo das ideias, não dos gritos e das ameaças”. Apesar do requerimento, a Mesa Diretora manteve a proibição do porte de armas dentro do plenário da Alego.