
Vereadora Amanda Vettorazzo no Plenário 1º de Maio durante sessão tumultuada (Foto: Instagram)
Uma sessão ordinária da Câmara Municipal de São Paulo foi interrompida nesta quinta-feira (14) depois de um confronto entre vereadores e manifestantes ligados a sindicatos da educação. O debate, que se estendia no Plenário 1º de Maio, teve gritos e acusações trocadas entre as partes, culminando na necessidade de intervenção da Guarda Civil Metropolitana para conter a confusão e restaurar a ordem.
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A troca de farpas ganhou destaque com a participação da vereadora Amanda Vettorazzo (União Brasil), que discutiu diretamente com integrantes do movimento presente na galeria. O episódio repercutiu rapidamente nas redes sociais, elevando ainda mais a tensão entre parlamentares da base governista e da oposição. A sessão chegou a ser paralisada por alguns minutos enquanto agentes da GCM removiam manifestantes mais agressivos.
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Durante seu discurso na tribuna, Amanda Vettorazzo criticou a postura dos manifestantes, sugerindo que o ato se assemelhava a um “Lollapalooza do sindicato”. A comparação foi recebida com vaias e gritos vindos da galeria, o que intensificou ainda mais o clima de hostilidade. Parlamentares tentavam acalmar os ânimos, mas foram surpreendidos pela reação imediata de quem protestava.
A vereadora também acusou os sindicalistas de consumirem bebidas alcoólicas nas imediações do plenário. “Quem é vagabundo é o sindicato que fica aqui na porta bebendo cerveja”, declarou, provocando novas vaias. Foi nesse momento que assessores e agentes da Guarda Civil Metropolitana precisaram agir para evitar a escalada da confusão, afastando manifestantes do corredor de acesso ao plenário.
O clima de tensão já se fazia presente antes do bate-boca, uma vez que os protestos acompanhavam discussões sobre pautas do funcionalismo público municipal e projetos defendidos pela base governista. Temas como reajuste salarial e reestruturação de carreiras suscitaram divergências acaloradas, que transbordaram para o embate verbal no plenário.
Vídeos publicados em redes sociais flagraram vereadores tentando negociar a volta dos manifestantes às galerias, enquanto grupos de sindicalistas continuavam a gritar palavras de ordem. Nas imagens, é possível ver membros da GCM orientando a saída de quem se mostrava mais exaltado, evitando que houvesse empurrões ou mesmo agressões físicas.
Parlamentares da oposição afirmam que o episódio teve início após provocações de integrantes do movimento, mas aliados de Amanda Vettorazzo garantem que ela apenas reagiu a ofensas dirigidas ao seu mandato. Até o momento, a Câmara Municipal de São Paulo não divulgou se haverá apuração interna sobre as ocorrências. A sessão foi encerrada logo em seguida, diante da impossibilidade de prosseguir com os trabalhos.
