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Além de dinheiro de Vorcaro, filme de Bolsonaro gera polêmica com Beyoncé


Beyoncé processa cinebiografia de Bolsonaro por uso não autorizado de “Survivor” (Foto: Instagram)

O aguardado filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro com estreia prevista para 2026, ganhou nova controvérsia. No teaser oficial, divulgado em dezembro, foi utilizada a versão original de “Survivor”, do Destiny’s Child, sem autorização prévia de Beyoncé ou da Sony Music Entertainment, detentora dos direitos. A fundação da artista, BeyGood, classificou o uso como irregular e anunciou ação judicial para retirar o material do ar.

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Além das mensagens atribuídas a Flávio Bolsonaro (PL) enviadas ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, o longa sobre o ex-presidente agora enfrenta atrito com a equipe de Beyoncé. Dirigido por Cyrus Nowrasteh e estrelado por Jim Caviezel, o projeto já vinha gerando repercussão nos bastidores políticos e nas redes sociais, mas ganhou novo foco com o impasse autoral.

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Segundo Anderson Nick, coordenador de projetos nacionais da BeyGood, nem Beyoncé nem a Sony liberaram o uso de “Survivor” no teaser. Em nota, a fundação explicou que entraria com medidas legais para remover a música da promoção, reforçando a necessidade de autorizações formais para trilhas sonoras em produções cinematográficas.

O teaser recorre à faixa para embalar cenas que destacam episódios marcantes da trajetória de Bolsonaro: sua atuação na Câmara dos Deputados, o relacionamento com Michelle Bolsonaro e o atentado sofrido durante a campanha de 2018. O vídeo inclui ainda um ator no papel de Adélio Bispo, acusado de esfaquear o então candidato, e mostra Mario Frias (PL-SP) interpretando um dos médicos que atenderam o político.

Produzido de forma sigilosa e filmado em inglês, o longa tem direção de Cyrus Nowrasteh e Jim Caviezel no papel-título. Conhecido por “A Paixão de Cristo” e “O Conde de Monte Cristo”, Caviezel lidera o elenco, que aguarda o lançamento oficial em 2026, em circuito nacional e potencialmente internacional.

O elenco reúne nomes como Lynn Collins, Camille Gauty e Esai Morales, ao lado de atores brasileiros — Charles Paraventi, Marcus Ornellas, Sérgio Barreto e Felipe Folgosi, que interpreta um agente da Polícia Federal. As gravações ocorreram principalmente em São Paulo, com visitas de acompanhamento de Flávio e Carlos Bolsonaro, fortalecendo o envolvimento da família na produção.

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